25 de jan. de 2013

{FIC} O Inverno


Capitulo 10 × "Os braços dela não estão cobertos.".


Depois de um tempo, ela se mexeu em meus braços e senti seus dedos deslizarem pelas minhas costas, em uma caricia lenta e, mesmo sem querer, sensual.


- Lu?


Ela suspirou, e me fitou, continuando com a caricia.


- Pensei que tinha dormido.


Disse achando uma desculpa qualquer, a caricia continuava lenta e torturante, seus olhos brilhavam e seus lábios estavam entreabertos.


- Seria fácil dormir aqui.


Ela disse me abraçando mais forte, acariciei seus cabelos e pousei meus lábios na sua testa.


- Não quero ficar longe de você.


Ela disse.


- Você nunca vai está longe de mim, pois vai sempre levar, em seu coração, metade do meu.


Senti que ela sorria, ela nem imaginava que já tinha o meu coração todo. Naquele momento eu percebi que estava completamente e totalmente perdido, jamais amaria ninguém como amava a Lua e sabia que jamais chegaria a tê-la, aquela certeza doeu, como se adivinhasse minha dor, ela levantou um pouco o tronco e colou os lábios perto de meu ouvido, sussurrando com voz rouca:


- E você irá levar todo o meu coração contigo, para todo o sempre.


E depois colou os lábios em meu rosto. Depois disso, ela encostou a cabeça no meu ombro, e dormiu, comecei a acariciar seus cabelos, e não pensava mais na minha tia, que podia está preocupada. Levantei os olhos e fitei o céu, nublado, sorri, lembrando-me do meu pai, fazia tempo que não pensava nele, mas sabia que ele ainda estava aqui comigo, como eu disse a Lua, as pessoas que amamos sempre, não importa o que aconteça, vão está no nosso coração, até o dia da nossa morte. Lua se mexeu em meus braços, e então ouvi alguém chamar meu nome e olhei para o lado.


- A minha mãe está preocupada.


Sophia disse vindo na nossa direção, ela fitou Lua, mas não disse nada.


- Diga que depois eu vou.


Falei em tom normal, mas Sophia sussurrou a resposta.


- Deixamos seu prato de comida na cozinha?


Então percebi que ela não queria acorda Lua, estava meio chocado, não esperava da Sophia.


- Sim.


- Certo.


Ela ainda sussurrava.


- Os braços dela não estão cobertos.

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