26 de jan. de 2013

{FIC} Única Esperança


Cap 2

 Lua desceu as escadas, começou suas tarefas,arrumou toda a casa, cozinhou, comeu, estudou, lavou e passou todas as roupas sujas de Mark, como sempre fazia, logo depois, viu que já havia terminado e faltava um hora para que ele chegasse, então pegou um livro de Mark, ela sempre fazia isso, pegava algum livro dele escondida, nesse dia, escolheu “A cidade do sol” de Khaled Hosseini, começou a ler, viajando na história de Mariam.

Arthur tentava se concentrar no dever de matemática, mas constantemente sua mente ia para Luna, então ela estudava em sua escola, era um pouco mais fácil localizá-la, mas como? Sairia perguntando para todas as meninas do colégio se ela entrava no MSN todo dia, e se auto nomeava “Luna”? Iam chamá-lo de maluco e se a achasse ela nunca falaria para ele, tinha que pensar em alguma coisa, ela tinha dado uma dica muito fria.

Uma hora depois, Lua tinha os olhos molhados pelas lagrimas, se emocionara com Mariam, e sentiu que tinham algo em comum, a vida de Mariam também mudara muito com a morte da mãe, assim como a de Lua tinha mudado após a morte de sua mãe, limpou os olhos e subiu para guarda o livro, tinha gravado o numero de pagina que continuaria lendo amanha, então ouviu o som do motor do carro de Mark e engoliu em seco, hoje havia feito tudo certo, pelo menos pensava assim, não havia motivo para apanhar. Mas ela apanhou, hoje não foi a comida e sim os moveis que não estavam limpos o bastante, e não havia sido só um tapa no rosto e sim dois ou três murros na barriga que a fizeram cuspir sangue. Lua chorou nesse dia deitada na cama, pelo menos o rosto já estava menos inchado e menos vermelho, e ninguém veria o roxo que estava na sua barriga na escola amanha, esse era um dos poucos motivos que levavam Lua a não fugir de Mark, ele pagava sua escola, particular e uma das melhores do país, não sabia por que ele fazia isso, mas ele fazia, era o bastante e também, ela sabia que se ela fugisse ele a encontraria. Arthur xingou alto quanto tropeçou em uma pedra no jardim da escola, estava de péssimo humor, não dormira bem pensando em Luna, meu Deus ela o estava enlouquecendo, então viu Lua sentada em um dos bandos que ficavam no pátio de escola, será que ela sempre chegava cedo assim? Aproximou-se dela e viu que estava lendo um livro, “A cidade do sol” ele leu silenciosamente, sentou-se ao lado dela, que aparentemente nem o notara, então ele pigarreou alto e viu que ela levantava os olhos e o encarava, ele sorriu, o rosto dela não estava tão mais inchado e vermelho quanto ontem.

Arthur: Oi Lua.
Lua: oi. - Ela falou tão baixo que ele quase não ouvira.
Arthur: tudo bem?
Lua: sim
 
Viu como ela corava e se perguntou se ela sempre corava quando falava com ele ou se era com qualquer um, sem saber o que falar, respirou fundo e falou qualquer coisa.

Arthur: Você fez o dever de matemática? - Ela assumiu uma expressão confusa e assentiu com a cabeça, ainda corada.
Arthur: e você foi convidada para a festa da Angel? - Ela assentiu novamente.
Arthur: e você vai?
Lua: não posso.
 
E se levantou e saiu. Ele a viu sair, confuso, mas tarde ele teria uma nova dica de que ela era Luna. 
Luna fala:
Hoje você não falou nada da sua escola.
Arthur fala:
Não aconteceu nada extraordinário hoje.
Luna fala:
É realmente.
Arthur fala:
Você também não me contou nada.
Luna fala:
O que quer que eu conte?
Arthur fala:
Qualquer coisa nova que esteja fazendo
Luna fala:
Estou lendo um livro.
Arthur fala:
Qual?
Luna fala:
A cidade do Sol, do Khaled Hosseini.

 
Arthur lembrou-se de vira esse livro na mãe de Lua hoje, mas ignorou o fato.

Arthur nem ficou chateado, já estava se acostumando com ela sair sem da explicações, mas o estranho era, ela estava lendo o mesmo livro que Lua, de repente, percebeu que Lua e Luna tinham muito em comum, as duas liam o mesmo livro, tinham visto o mesmo filme, estudavam na escola dele, mas a Luna não poderia ser a Lua, por que se não por que não falaria para ele? Lua fez todas as tarefas o mais rápido que pode, e se sentou novamente para ler o livro, viajando na história, não viu o tempo passar e de tão distraída que estava não ouviu o som do carro de Mark, só percebeu que ele já chegara quando ele falou com ela.
 
Mark: então você esta lendo?
 
Lua tomou um susto tão grande que o livro escorregou por entre sua mãos, caindo no chão e ela pulou da cadeira onde estava, olhando para ele ofegante.
 
Mark: é por isso que seus trabalhos não estão mais como era antes.
Lua: eu...
Mark: calada! Você quer ler? Então você vai ler!
 
Ele se abaixou e pegou o livro que Lua estava lendo.
 
Mark: este livro é meu, quem mandou você pegar isso nas minhas coisas sua vagabunda?
 
Lua estremeceu de medo, ele chegou perto dela, tão perto que ela prendeu a respiração, ele pegou seus cabelos com força e forçou-a a olhar-lo.
 
Mark: NUNCA MAIS MECHA NAS MINHAS COISAS, ESTA ME ENTENDENDO?
 
Lua assentiu, e ele lhe soltou de forma tão bruta que ela caiu no chão, ele jogou o livro em cima dela.
 
Mark: leia mesmo esse livro e veja como você tem sorte, Lua Maria, eu te deixo estudar, eu te dou uma casa, eu te dou comida, você deveria ser grata a mim pelo resto da sua vida, você deveria beijar o chão que eu piso, você deveria me amar, me dar prazer, e não agir como você age comigo.
 
Ele se aproximou dela, seguro-a pelo queixo, em um gesto que deveria ser carinhoso, mas para Lua pareceu muito frio, era frio.
 
Mark: você deveria ser minha mulher, como sua mãe era, e deveria se entregar a mim, um dia isso vai acontecer, eu sei que vai.
 E saiu, Lua pegou o livro, absorvendo as palavras que ele tinha dito, ela sabia por que ele o odiava tanto, ela se negara a ele, até mesmo antes da mãe morrer, ele deixava claro seu interrece por Lua, a mãe dela sabia e sofria por isso, amava desesperadamente Mark, e Lua sabia, e por isso agüentava tudo, depois que a mãe morreu, sua guarda ficou com Mark que devera cuidar dela até ela fazer dezoito anos, e Lua se negou a ele depois que a mãe morreu, como se negara com ela viva, isso o deixou furioso, foi isso que o fez odiar Lua, ela sabia de tudo.

Arthur chegou mais cedo do que o de costume na escola queria vê Lua chegar, não sabia bem o por quer, mas queria falar com ela, depois que a desconfiança de que ela seria Luna, ele queria saber mais sobre ela, então viu ela chegando, de carro, ela saiu do carro, com passos rápidos, não se despediu da pessoa que a trouxera, ele se passou na frente dela, batendo-se “acidentalmente” com ela.
Lua: desculpa.
 
Ela sempre se desculpava por tudo?
 
Arthur: a culpa foi minha, você sempre chega cedo?
 
Lua assentiu, e ele viu que ela olhava com um ar preocupado para trás, onde o carro que a trouxera permanecia, ele achou que, seja lá quem fosse, estava esperando Lua entrar na escola.
 
Lua: sim.
Arthur: vamos entra.
 
Ele sorriu, e puxou ela pela mão, Mark não gostou da cena e foi embora.
 
Arthur: Lua tudo bem?
 
Ele perguntou ao ver que ela estava corada, e então acompanhou o olhar dela, e viu que ela olhava para a mão de ambos, e então soltou a mão dela.
 
Arthur: desculpa. - Lua observou ele corar e achou engraçado.
Lua: tudo bem.
 
E saiu, Arthur pensou então, que ela poderia ser realmente a Luna, ambas saiam sem da explicações.



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