27 de jan. de 2013

{FIC} Única Esperança


Cap 3



Naquela tarde, Luna não entrou, Arthur ficou desolado, quando não falava com ela o dia ficava tão vazio, fez tudo o que tinha que fazer no quarto, com o computador ligado, atento para caso ela entrasse, ele ouviria o som de aviso, e então aparecia “Luna acabou de entrar”.

Lua se surpreendeu quando saiu da escola e encontrou Mark parado do lado de fora, a esperando, entrou no carro e o clima era tenso, eles foram para casa em silêncio, quando chegaram, mal Lua havia colocado um pé em casa, ele a empurrou com parede, xingando-a de muitos nomes que na hora ela mal conseguiu ouvir, logo depois a pegou pelos cabelos, levantou-a e jogou-a no chão novamente, ela viu ele tirar o cinto, enquanto tentava se levantar, ele foi mais rápido, as chicotadas foram por todo o corpo, quase uma hora mais tarde, ele cansou e Lua agradeceu a Deus por isso, ele então se aproximou dela, que estava deitada no chão.

Mark: nunca mais me traia, Lua, nunca mais, eu te amo, você não deveria fazer isso comigo.

E saiu, deixando Lua sozinha com seus machucados e lagrimas. Arthur quase pulou da cama, onde fazia o dever de casa de química, quando ouviu um som que anunciava uma nova mensagem. A mensagem era de Luna:
 
Arthur,

Desculpa não ter entrado hoje, não deu,
Mas senti sua falta, gosto de conversa com você, 
Você me entende mesmo sem saber metade dos meus problemas.
E vou dar mais um dica para você sobre quem sou:
Você falou comigo hoje.

Mil beijos.
Luna

Arthur não sabia se ficara feliz ou triste, se chorava ou se ria, ela gostava de conversa com ele, e isso era muito bom, mas ela não entraria mais hoje e a dica dela, mais uma vez foi fria, hoje, logo hoje, ele havia falado com muitas meninas, ele tinha entregados os teste para sua sala, e falara com todas as meninas, mais de 15 meninas, e sem contar todas as amigas que ele tinha e colegas, ele conhecia muita gente, era uma dica fria, e ele apostava a vida dele que ela sabia disso.

Lua havia se arrastado até o computador, e mandado uma mensagem para Arthur, com medo de ser pega, desligou o computador rápido e se deitou na cama, tinha os braços machucados, feridos, tinha tomado o banho, ardeu muito, só os braços tinham ferido por que ela os usava para tentar se defender, fechou os olhos e pensou na dica que deu a Arthur, sabia que era uma dica fria, mas queria dar a ele algo para que pensa-se nela e mesmo assim nada que estragasse sua identidade. No outro dia, Arthur se assustou quando entrou e viu Lua sentada, ela estava com um casaco totalmente fechado, ele se perguntou como ela aguentava usar aquilo naquele calor, e olhou as pernas delas, que estavam com algumas marcas vermelhas, o que será que tinha acontecido? Ele se aproximou e se sentou no lado dela.
Arthur: Oi
Lua: Oi

Ela corou, estava com mais vergonha do que o normal, tinha conseguido esconder os braços com o casaco, mas as pernas não foi possível, o uniforme feminino da escola era a saia e ela não podia usar outra coisa, se não ela não entraria na escola.
Arthur: o que aconteceu com as suas pernas?
Ela não respondeu, levantou e saiu correndo, dessa vez, ele não aguentou e foi atrás dela, viu que ela entrava no banheiro feminino, ficou na porta, ouvindo os soluços, teve certeza que ela estava chorando.
Lua: Por que logo hoje? Ele poderia ter feito isso sexta feira a noite, ai ninguém veria e na segunda já estaria melhor, a reação do Arthur foi só o começo, EU TE ODEIO MARK!!!
Ela soluçava e chorava muito, falava as coisas que não tinha coragem de falar na frente de Mark, se ela falasse, ele era capaz de matá-la, nem imaginava que Arthur estava ouvindo.
Lua: eu não tenho culpa da minha mãe ter morrido, ele deveria procurar alguém do tamanho dele, eu odeio ele, odeio ele.
Arthur achou que já havia ouvido demais e foi para a sala de aula, pensando nas palavras de Lua. Na aula de Filosofia, que era a ultima, Lua já estava mais calma, tinha respondido mil vezes a mesma pergunta “o que aconteceu com a sua perna Lua?” ela havia inventado uma história sobre um cachorro vira-lata e todo mundo pareceu acreditar.
Professora: estávamos estudando na ultima aula, encontros na internet, de homens que aliciam meninas e vice e versa, hoje falaremos dos homens obcecados, de paixões doentias e de violência contra a mulher, alguém quer começar o assunto com uma introdução?
Muitos levantaram as mãos, mas Lua simplesmente se afundou na cadeira, lembrando de Mark, no meio da aula, Lua já sentia falta de ar, tinha ouvido exemplos de histórias parecidas ou não com a sua, porem sempre terminavam na mesma coisa, violência contra a mulher, Arthur estava bem atento a cada movimento de Lua.
Professora: Arthur? Esta prestando atenção?
Arthur: claro.
Professora: então de sua opinião sobre violência contra mulher.
Arthur: eu acho que o homem que faz isso é um covarde, e deveria ser preso, por isso a mulher tem que denunciar quando isso acontece, principalmente se a violência é domestica, por um pai, tio ou... 
Ele não terminou de falar, Lua desmaiou e todos, inclusive ele correram até ela. Arthur fez questão de levá-la até a enfermaria, enquanto a professora acalmava a sala, chegando na enfermaria, ele colocou ela na cama que havia lá, e a enfermeira precisou tirar o casaco, quando tirou, tanto ela quanto Arthur se assustaram, os braços de Lua estavam com marcas e feridas horríveis, parecidas com a das perna, a enfermeira tirou a pressão de Lua, e disse que havia sido uma queda de pressão, e que tinha que ligar pro responsável de Lua, quando ela saiu da pequena sala, Arthur ficou olhando Lua, tocou seus cabelos loiros e olhou intrigado para os machucados do braço, tentando pensar onde ela poderia ter conseguido aquilo, por que, obviamente, não havia sido nenhum cachorro vira-lata, ele viu que ela usava uma Correntina, ficou preocupado que a Correntina enforcasse ela, e então com cuidado pegou a Correntina para tirá-la, mas viu o pingente era um coração e que tinha algo escrito nele, virou o pingente em forma de coração e o seu coração disparou, sim havia algo escrito, “Luna” ele leu mais de uma vez, então era ela, de repente, todas as dicas e coincidências voltaram à mente dele como um furacão, Luna, Lua em uma língua qualquer, como fora burro, era ela, ele acariciou seu rosto, era ela, a mulher que tinha sonhado durante todo esse tempo, era ela, foi tomado por uma forte emoção, pensou em beijá-la, mesmo dormindo, depositaria um beijo em seu rosto, mas duas coisas interromperam seus planos, os olhos de Lua que começaram a se abrir e o som de um homem parado na porta, Arthur largou o pingente. 
Lua: Arthur?
Ela ainda não tinha visto Mark, mas tinha visto Arthur, que estava bem próximo a ela, estava zonza.
Lua: O que aconteceu Thur? - Arthur sorriu, intimidado pela presença de Mark, que ele não conhecia, mas deduziu quem era.
Arthur: você desmaiou Lua, no meio da aula de filosofia, ficamos preocupados. - Ele sorria e acariciava os cabelos de Lua, Mark não gostou e pigarreou, Lua se sentou rapidamente e viu Mark parado a porta, sentiu que o ar lhe faltava, e com muito sacrifício, falou alguma coisa.
Lua: Mark?
    

8 comentários:

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  3. e agora o que vai acontecer á Lua???

    Duda

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  4. o que é que o Mark vai fazer agora?? super curiosa

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  5. faz com que façam queixa do Mark por violência domestica... odeio o Mark
    ass:Sophia

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