Capítulo Dois Parte 2
- Você deveria ligar mais! – Avisou – Você deve ir, daqui a pouco os
padrinhos entram. Eu converso com você depois. – disse, empurrando a irmã para
fora.
Catherine estava ali, agora se sentia completa. Sua irmã fora para os
EUA fazer faculdade. Não fazia sentido, é claro, uma vez que havia faculdades
ótimas na Inglaterra, mas ela reclamou que gostava dos americanos e estava
cansada do clima inglês. Lu não discutiu, se isso a deixava feliz, que fosse
para a América, porém ela era sua única família.
Seus pais haviam morrido em um acidente de carro quando ela tinha treze
anos e Cath sete, então passou a morar com os avós bem velhinhos. Era ela quem
cuidava da irmã, como se fosse sua mãe. Quando os avós morreram, três anos
antes, teve que cuidar de Catherine oficialmente. Por sorte, Cath já tinha
dezesseis anos e não dava muitos problemas, se mudou para o apartamento de Lua
e Sophia, mas dormia mais na casa das amigas e depois, Lua sabia, na do
namorado, do que lá.
- Srta. Lua... – A ajudante na organização chamou, abrindo a porta do
quarto – Já está na hora.
Lu respirou, antes de caminhar até a entrada da capela. Céus, ela iria
se casar. Quanto tempo esperou por esse momento? Vinte e cinco anos, pensou,
esperara durante sua vida inteira. Avistou Stacy, a mandando se apressar. Viu
que Catherine, a última madrinha a entrar, já o fizera, e Holly, sua daminha,
já estava entrando.
Ao seguir os comandos de Stacy, se viu seguindo Holly em direção ao
altar. Por um momento, sentiu sua insegurança voltar, porém quando seus olhos
encontraram os de Thur, se esqueceu de todas as preocupações. Ela o amava
tanto. E eles iam se casar.
- Hey. – Ele murmurou, ao encontrar sua mão – Você está linda. Parece
até que vai casar. – Brincou, sussurrando em seu ouvido e beijou sua
bochecha.
Durante a cerimônia, ela e Thur cochichavam um com o outro. Na hora dos
votos, Lu chorou e Arthur riu de sua cara. Eles estavam casados.
- Então, Sra. Aguiar, o que deseja fazer agora? – Thur perguntou, após
cumprimentarem todos os convidados e ficarem sozinhos.
Sra. Lua Aguiar, isso soava bem. Mais do que bem, perfeito.
Fevereiro, 2002
Lua andava de um lado para o outro. Thur deveria chegar em instantes, e
ainda não tinha a mínima ideia do que diria. O jantar estava servido e, para
falar a verdade, esfriaria daqui a pouco. Mas não estava se importando com
isso. O telefone tocou, Lu pensou que era o marido avisando que demoraria um
pouco mais. Havia sido assim nas últimas semanas, mas ela entendia. O McFly era
um sucesso e ele precisava compor e gravar novas músicas, treinar para os shows
e tudo mais.
- Hey, Lu – Thur disse quando ela atendeu – Esqueci a chave de casa,
abre pra mim? Já estou chegando.
É claro que quando ela menos queria, ele chegava cedo. Respirou fundo,
não tinha nada para temer. Esse poderia não ser o melhor momento, com a banda
saindo para um tour em menos de um mês, mas ela não poderia prever.
Abriu a porta, notando que chovia um pouco, ela nem ao menos tinha
percebido isso. Viu o carro de Thur chegando, ele estacionou e veio correndo,
beijando-lhe com entusiasmo ao entrar em casa.
- Eu fiz o jantar. – Falou, sentindo a mão suar – Já está esfriando, vou
servir logo.
- Terminamos a música hoje! – falou animado – Estamos pensando em
cantá-la em um dos shows. Sophia estava lá, ela adorou! Foi uma pena que você
não estivesse também. Raffael levou a nova garota dele, algo assim, parece que
dessa vez é sério.
- Espero que seja, ele anda meio perdido, uma namorada talvez o deixe
melhor. – Lu observava, enquanto servia a comida.
- O que houve? Você parece nervosa.
- Não é nada, estou emocionada, na verdade. Não posso acreditar que
vocês vão sair em um tour para fora do país! Isso é tão surreal.
- Não é?! – Ele pareceu esquecer da preocupação com a esposa – É
totalmente maravilhoso! Nós devíamos comemorar. Vou abrir uma garrafa de
champanhe! – Falou, já se levantando para pegar a bebida.
- Eu acho melhor não. – Saiu antes que ela pudesse controlar – Não posso
beber álcool. Thur, eu estou grávida. – Mordeu o lábio inferior ao falar.
No mesmo instante, ele parou de se mexer, encarou a mulher, sem saber o
que dizer. Bastou meio segundo para que um sorriso começasse a aparecer em seu rosto,
e ele puxasse Lua para perto de si, a beijando.
- Meu Deus, Lu, isso sim é motivo para comemorar! – Ele a beijou mais
uma vez, colocando a mão em sua barriga – Há quanto tempo?
- Fiz o teste hoje de manhã, mas já desconfiava. Estou com um mês. Não
estava tomando a pílula, você sabe, aconteceria eventualmente, mas não esperava
que fosse tão rápido.
- Nós vamos ter um filho, Lu! – Ele gritou de felicidade.
Setembro, 2002
- Sra. Aguiar, sua filha – A enfermeira lhe disse com um sorriso no
rosto e entregou o minúsculo bebê, ainda sujo de sangue, que chorava sem parar.
Ao olhar para a pequena criatura, que durante os nove meses anteriores
morara em sua barriga, Lu começou a sorrir. Ela era tão pequena, e tão
perfeita. Ainda estava com a cara levemente amassada e suja, o pouco cabelo que
tinha estava bagunçado. Lua arrumou-o, passando cuidadosamente os dedos pelo
rosto da filha.
Antes que pudesse acabar de admirá-la, a levaram para limpá-la, mas a
trouxeram rapidamente de volta, graças a Deus. Segurando-a, enquanto
amamentava, Lu sentiu que finalmente encontrou o que procurara durante toda sua
vida.
- Ela é tão linda – Thur murmurou, observando a filha. – E precisa de um
nome, urgentemente.
- Já escolhi um. – Lua falou, com um sorriso no rosto – Stella.
Lu sempre admirara as estrelas, muitas vezes quando tinha a oportunidade
de ir para o campo, ficava horas observando o céu. Apenas estrelas podiam
iluminar todo o mundo. Afinal, o luar não era nada mais do que o Sol – que, por
acaso, era uma estrela – iluminando a lua. Toda luz se baseava nas
estrelas.
Stella significava estrela. Lu pensou que fazia sentido chamar sua filha
assim, uma vez que ela iluminaria sua vida.
- Stella. – Thur sussurrou – Ela tem cara de Stella.
Setembro, 2005
A casa estava toda arrumada com temas infantis. No jardim lá fora,
tinham conseguido instalar um pula-pula, combinando com os brinquedos de
parquinho que já estavam lá. No outro canto, um mágico iria se apresentar.
Dentro da casa, a mesa estava pronta, e Lua surtava organizando os últimos
detalhes.
Seria tudo mais fácil se tivessem ido até uma casa de festas. Mas Thur
queria que fosse em casa, a nova e grande casa. Tudo bem, seria ali
então.
- Querida, não toque no bolo, por favor. – Pedia a filha, que já estava
prestes a furar o bolo.
Stella se recolheu, saindo de cima da cadeira e indo correr pela casa
novamente. Thur apenas ria, sentado no sofá, admirando a cena. Não estava
ajudando em nada, sabia, mas achava engraçado ver a mulher irritada, por isso
continuaria assim. Lua, previsivelmente, o encarou estressada, e foi correndo
buscar a filha, prevendo que ela se sujaria antes mesmo dos convidados
chegarem.
Stella, aos exatos três anos, era uma criança ativa. Apesar de passar
muito tempo brincando com bonecas, gostava ainda mais de correr ou de passar o
tempo no parquinho. Quando sentia que era uma data especial, praticamente
surtava. Não ficava parada por um segundo.
- Vamos, Stell, fique parada um pouquinho, certo? – Lua pedia, levando a
filha para dentro de casa – Quer assistir televisão enquanto isso?
Antes que a filha pudesse responder, Lu ligou a TV, saindo da
sala.
Em menos de uma hora, a casa estava cheia. No jardim, várias crianças
corriam alegremente, parecendo se divertir bastante. Mais para dentro, Lu conseguia
identificar conhecidos conversando. Alguns músicos, amigos de Thur, também
estavam presentes. Lua observou Stella brincar com alguns amiguinhos e, ao ver
a filha sorrindo, chegou a conclusão que valia a pena todo o trabalho. Stella
estava feliz, e nada mais importava.
Depois de escurecer, apenas os mais amigos continuaram ali. Sophia e
Chay estavam sentados no sofá, com Elle, sua filhinha de um ano, parecendo
cansados. Micael estava em um canto conversando com Catherine, que tinha vindo
passar as férias na Inglaterra, Raffael conversava com uma colega de trabalho
de Lua, que tinha uma filha pequena.
- Papai, toca uma música! – Stella pedia com os olhos brilhando.
Ela amava música. Amava a banda. Sempre que podia, pedia para o pai
tocar e cantar para ela as músicas do McFly, sabia cantar várias delas. Já
tinha ido até a alguns shows. Obviamente, ficara no backstage.
Thur, não resistindo aos olhos pidões da filha, chamou os amigos, pegou
os instrumentos e começaram a tocar. Stella olhava para ele maravilhada. Elle
balançava o corpo de um lado para o outro, dançando no ritmo da canção.
Autora: Juuh Aguiar

*-* que amor a família Aguiar!!!!
ResponderExcluirPosta ++++
Juh
que fofo *.*
ResponderExcluiramei a Stella, super fofuxa <3
ResponderExcluirby:Carla
que lindo!!
ResponderExcluirquero mais pf
ResponderExcluirDuda
+++++++++++++++++++++++++++++++++++++
ResponderExcluirameeeeeeeeeeeeei
ResponderExcluirPerfeito
ResponderExcluirass:Sophia