2 de fev. de 2013

{FIC} Única Esperança


Cap 9


Rodrigo: o que?Como sabe disso? Deveria ter somente dois anos na época em que sua mãe morreu.

Lara pareceu surpresa.
Lara: como sabe disso?
Rodrigo- é melhor não me pergunta isso, não queria saber como eu sei, no momento e como eu sei que tem algo obscuro nessa história, é melhor você só me contar o que sabe.
Lara: e como sei que posso confiar em você.

Por essa Rodrigo não esperava.
Rodrigo- estou aqui para ajudar meu sobrinho que esta apaixonada por essa garota e não sabe o que fazer para que possam ficar juntos, não sabe o que é amar?
Lara: não, nunca me senti apaixonada por ninguém.
Rodrigo: nem imagina o que esta perdendo.
Lara: acho que posso confiar em você.
Rodrigo: ótimo – ele sorriu - então me conte como é que sabe que ele foi o responsável se, naquela época, era um bebê?
Lara: minha tia, Lúcia, me contou, Mark não a conhecia muito, mas ela se correspondia por cartas com a minha mãe, ela sabe de tudo o que aconteceu com ela, e quando fiz quinze anos, ela deixou que eu lesse todas as cartas.
Lara agora tinha lagrimas nos olhos, Rodrigo sentiu-se comovido.
Rodrigo: sem querer incomodar, já incomodando, será que eu poderia ver as cartas?
Lara: sim.
Ela entrou por um corredor, desaparecendo de vista. 
Mark: acredito que você vai conseguir.
Afirmou enquanto levava um garfo cheio de comida a boca, Lua estava parada, em pé, perto da mesa, esperando eles terminaram, como sempre fazia quando estava a sós com Mark. Paulo a olhou, parecia confuso.
Paulo: você não come não Lua?
Dava pra ver de longe que Lua se assustara com a pergunta, Mark também.
Dulce: eu já comi.
Paulo acenou com a cabeça.
Paulo: e foi você quem cozinhou.
Lua: sim.
Paulo sorriu.
Paulo: você cozinha bem.
Ao ver Lua constrangida, Mark percebeu o erro que cometera ao levar Paulo para jantar em sua casa, nem ele sabia por que, mas havia simpatizado com o garoto, viu que Lua estava corada e percebeu que se continuasse assim, a simpatia por Paulo poderia diminuir, bastante.
Lua: obrigada, é bondade sua. 
Lara voltou com uma caixa grande, vermelha, quando ela colocou a caixa no centro da mesa, ele viu que em cima, tinha uma etiqueta colada, e alguém, que tinha uma letra linda por sinal, escrevera “As melhores das piores recordações”, deduziu que Lara escrevera.
Lara: bom acho que pode demorar, vou fazer um café, prefere puro ou com leite?
Rodrigo percebeu que, pelo tom de voz, ela não estava oferecendo e sim mandando ele aceitar o café.
Rodrigo: com leite, por favor.
Lara assentiu e entrou por uma porta, que ele deduziu ser a cozinha, tirando os pensamentos de Lara, ele abriu a caixa e viu muitas cartas, envelopes levemente amassados, parecia que alguém tinha lido aquelas cartas varias e varias vezes, pegou o primeiro envelope que viu, abriu e tirou a carta, era de 22 de Janeiro de 1992, Lara já deveria ter nascido. Ele começou a ler.

Querida Lúcia,

Minha vida vai de mal a pior, Lara esta linda, crescendo, só lamento ela ter um pai como Mark, eu quero fugir daqui, sim, quero ir embora com a minha filha, ele esta cada vez mais violento, Lê ele está me assustando, está indignado por causa do rapaz que veio trazer as compras do mercado, ele me bateu tanto, outro dia ele quase bateu na Lara, a vida aqui esta ficando impossível, eu te amo Lúcia.

Mil Beijos.

Com amor, de Mariana.

A carta era muito curta, e Rodrigo estranhou, pegou outra e começou a ler.
 O jantar tinha acabado, Mark e Paulo foram para a sala, falar mais de trabalho, enquanto Lua limpava as coisas, imaginando como um moço tão gentil tinha virado amigo de Mark. Mark olhou para Paulo que olhava uns documentos.
Paulo: esta muito bom.
Mark assentiu, de repente, foi tomado por uma idéia, iria afasta aquele cara que andava cercando Lua na escola, com o Paulo, nenhum dos dois saberiam e o Paulo nem era louco de se aproximar da Lua, ele perdia o emprego, tinha tudo em suas mãos.

Paulo: acho que já vou, esta tarde.
Mark: claro – ele virou-se em direção a cozinha - LUA!

Ela veio quase correndo, Paulo notou, por que será que toda vez que ela encarava Mark tinha esse brilho de medo nos olhos?

Lua: sim?
Mark: se despeça do Paulo, ele já esta indo embora.

Lua virou-se para Paulo, e sorriu.
Lua: foi um prazer conhecê-lo Paulo.
Paulo: digo o mesmo.

Ele sorriu e depois Mark o levou para porta.
 Lara voltou com uma bandeja com duas xícaras de café quente, colocou e enquanto servia, Rodrigo continuava lendo as cartas, intrigado, cada carta revelava um sentimento de dor, sofrimento, estava se sentindo cada vez pior...

Lara: aqui seu café.
Rodrigo despertou de seus pensamentos, e pegou a xícara de café.
Rodrigo: Obrigada.

Ele sorriu, então um toque fônico invadiu a sala.
Rodrigo: Desculpa.
Ele disse pegando o celular, colocou a xícara no centro da mesa para atender.
Rodrigo: Alô?
Arthur: OI TIO
Rodrigo: fala Arthur, o que foi? Seu pai decidiu me matar por ser uma má influencia?
Arthur riu na linha, Rodrigo sabia que o irmão detestava seu trabalho.
Arthur: ainda não, eu liguei pra saber as coisas...conseguiu encontrar a menina?
Rodrigo: sim, estou na casa dela neste momento – ele olhou para Lara - parece triste o que foi?
Arthur: percebi que a Lua nunca mais entrou na Luna.
Rodrigo: ela deve pensar que não tem mais necessidade, já que você já sabe que ela é ela.
Arthur: mas eu fico nervoso, sem falar com ela.
Rodrigo: amanhã você fala com ela garoto e mata as saudades.
Arthur: acho que você tem razão, obrigado tio, amo você.

Rodrigo sorriu, um pouco emocionado.

Rodrigo: eu também te amo Arthur, só não deixa seu pai ouvir você falando isso, ele pode ficar com ciúmes.

Ambos riram e desligaram.

Lara: desculpa me intrometer, mas quem era?
Rodrigo: meu sobrinho.
Lara: ahh sim, parece que você gosta muito dele.
Rodrigo: eu o amo, por isso estou aqui, para ajudá-lo 

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