5 de fev. de 2013

{FIC} Única Esperança


Cap 12


Eles foram direto falar com o médico, que ficou feliz e aliviado, mandou Mica fazer o teste, para saber se ele estava em condições de doar sangue, tudo ocorreu bem, e Mica doou sangue para Lua, os médicos começaram a cirurgia.

Arthur: tomara que saía tudo bem.
Sophia: tomara mesmo.
Lara: Obrigada Mica.
Mica: de nada.

A porta do elevador se abriu, e Paulo saiu de dentro dela, indo em direção a todos. Mark, pela primeira vez desde que o medico falara com eles, se levantou.
Mark: Paulo?
Paulo: eu mesmo, como a Lua esta?
Arthur: bem, esta fazendo uma cirurgia agora.
Mark: o que você esta fazendo aqui?
Paulo: eu estou preocupado com a Lua. - Mark olhou pra Paulo.

Paulo: ela me contou tudo. Tudo o que você fazia com ela e com a mãe dela. - Todos voltaram as atenções para Paulo.
Arthur: ela contou?
Paulo: contou, naquele dia que eu vi vocês dois juntos, ontem. Eu pedi um motivo para que não contasse a Mark, então ela me contou tudo. - Rodrigo sorriu satisfeito.
Rodrigo: você se importaria de depor contra Mark na justiça?
Paulo: não.
Lara: Graças a Deus.
Paulo: faria isso com prazer.
Rodrigo: esperam um momento.

Ele saiu da sala enquanto todos continuavam. Mark: seu traidor.
Paulo: traidor? Eu? Você que é um monstro, não tem consciência de como afetou aquela menina psicologicamente. 
Mark: Traidor, eu ia te dar a Lua, eu deixaria você ficar com ela, contanto que você a dividisse comigo.

Todos olhavam Mark, estarrecidos.

Lara: EU NÃO ACREDITO NO QUE EU ESTOU OUVINDO, MEU DEUS, VOCÊ É LOUCO!!!!
Arthur: eu não acredito na sua cara de pau.
Mark: ela queria a mim, a Lua me ama, ela só não sabe disso ainda.
Mel: eu acho que o senhor é louco.
Lara: VOCÊ ACHA? EU TENHO CERTEZA, ELE É LOUCO, VOCÊ É UM MONSTRO MARK SUNSEX.

Enquanto isso...

Rodrigo: tudo sobre a Maria Claudia Blanco.
Philipe: tudo?
Rodrigo: tudo, parentes vivos, enquanto era viva como ela era, infância, tudo.
Philipe: ok . E a menina como esta?
Rodrigo: parece que esta tudo ocorrendo bem, quero isso o mais rápido possível.
Philipe: sim, tchau.
Rodrigo: tchau.

Rodrigo desligou o telefone, e ouviu os gritos vindos da sala de espera. Quando chegou lá, viu Lara nervosa, Mark parecia que tinha apanhado, Arthur estava nervoso visivelmente, ele conhecia o sobrinho, estava se segurando, o pais de Arthur estavam boquiabertos, igual a Mel, Chay, Sophia e Mica.

Lara: EU ODEIO VOCÊ, NÃO ACREDITO QUE POSSA SER MEU PAI.

Ela avançou para cima de Mark, Rodrigo foi mais rápido, a pegou pela cintura.

Rodrigo:Calma Lara.
Arthur: calma? Você nem imagina o que esse monstro falou.
Rodrigo: mas estamos em um hospital, Lara vem comigo, você esta nervosa, precisa beber um pouco de água com açúcar.

A contra gosto, Lara acompanhou Rodrigo até a lanchonete do hospital. Lara estava sentada em uma maca no corredor, que estava vazia, ele chegou com um copo de água com açúcar que ela recusou, ele colocou o copo em um banco que tinha lá.

Lara: por que você me tirou de lá?
Rodrigo: por que você ia acabar fazendo uma loucura e estamos em um hospital.
Lara: bom para ele, pois quando eu conseguir pegar ele – ela fez uma pausa - ele vai precisar de um hospital.
Rodrigo: Lara se acalme, não tente fazer justiça com as próprias mãos isso nunca funciona. - Ela desceu da maca e caminhou até ele.
Lara: olha aqui, senhor Rodrigo Aguiar – ela apontou um dedo para ele - a justiça no país em que vivemos é lenta, muito lenta, e eu não pretendo esperar mais dezoito anos para ver o homem que matou minha mãe na cadeia. - Rodrigo olhou diretamente nos olhos castanhos de Lara.
Rodrigo: não precisa se preocupar com isso, senhorita Lara Sunsex, farei o possível para este crápula ser preso o mais rápido possível. - Lara abaixou a mão e também o olhava nos olhos.
Lara: ele merece pena de morte. - Eles sentiram o clima tenso, de repente.
Rodrigo: neste país não é permitido pena de morte. - Ele se aproximou, ela não recuou.
Lara: é uma pena.

Rodrigo tocou o rosto de Lara com as mãos e antes de pensar nas conseqüências de seus atos, a beijou.
  Arthur: SE VOCÊ FALAR MAIS UMA ÚNICA PALAVRA.

Já estavam naquele bate boca a quase meia hora, e tudo o que Mark dissera tinha afetado Arthur, que conseguira se manter calmo, até Mark o acusar de tentar matar Lua, foi a gota d’água.

Mark- eu não mentir, você tentou atirar nela, você não aguentou o fato de que ela me ama, de que ela me pertence e que você, moleque, nunca vai poder tê-la.
Arthur: pra mim chega.

Arthur levantou tão rápido que nem mesmo Mark percebeu, só sentiu a dor muito forte no lado esquerdo do rosto.

Mel: ARTHUR VOCÊ ESTA MALUCO!!!!! - Arthur se encontrava em pé, na frente de Mark, tinha o punho cerrado, tinha acertado um soco no rosto de Mark.
Mark: seu moleque desgraçado.

Ele levantou e avançou em cima de Arthur que se defendeu, ambos caíram no chão.

Mica: MEU DEUS!!

Ele e Chay correram para tentar separar a briga, enquanto Arthur socava o estomago de Mark, que socava o de Arthur.

Sophia: parecem dois animais.

Fernando também entrou na briga para separá-los.

Alexandra: meu filho pare com isso.

Mark estava em cima de Arthur, até que ele girou ficando por cima, acertando socos no rosto de Mark. Mica e Fernando conseguiram tirar Arthur de cima de mark, Chay o ajudou a levantar.

Arthur: Deixe ele Chay.

Ele estava ofegante, com o lábio cortado, e algumas marcas no rosto, já Mark estava pior, com o lábio cortado, o nariz sangrando, olho roxo e marcas pelo rosto, deve pra ver claramente quem tinha batido mais.

Sophia: ele precisa de um medico.
Mel: os dois precisam.

Arthur foi para a enfermaria e Mark para outra, os médicos estavam com medo de que os dois brigassem de novo.    

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