12 de jan de 2013

{FIC} Falsa Lua-de-Mel


19° e 20° Capitulos de Falsa Lua-de-Mel
Um Cadaver!!!!


O lugar tinha um cheiro estranho, de local abafado e fechado, mas havia algo mais. Desceu as escadas lentamente, e passou por uma fileira de vinhos raros, e como não olhava por onde andava, acabou tropeçando e caindo de cara no chão, suas pernas e pés enroscados em algo que não vira por causa da pouca luz.

Quando olhou com mais atenção viu que se tratava de alguém caído.
— Oh, meu Deus, você está bem? — Lua se apoiou nos cotovelos e olhou para a pessoa a seu lado.
Era um homem. Estava deitado de barriga para cima, braços e pernas espalhados, sem se mover. Havia um corte enorme em sua testa, o sangue ressecado. Ajoelhou-se à frente dele, tocou-lhe os ombros, tentando acordá-lo.

— Está me ouvindo?
Como ele não se moveu, um sentimento terrível tomou conta dela. O ar pesado e frio parecia se fechar à sua volta, enquanto ela o olhava, o coração pulsando em sua garganta. Quem poderia ser? Trajava roupas de bom gosto: calças escuras e uma camisa de manga comprida, também escura. Havia perdido um dos sapatos.
— Por favor, está me ouvindo? — repetiu. — Tente ao menos mexer os olhos, ou gemer, qualquer coisa! — Mas ele não piscou, ou gemeu, ou coisa alguma. — Oh, meu Deus...
Chegou bem perto dele e tentou ver em seu rosto alguma reação, por menor que fosse. Teve a impressão de que vira uma fraca pulsação na base do pescoço do desconhecido. Mas ao tocar-lhe viu que a pele estava rígida. Puxou a mão rapidamente e o encarou, horrorizada.
— Deus do céu, você não está desacordado, você está... morto!
Seu corpo todo se enrijeceu como o dele. O estômago virou do avesso, e pesava tanto que não encontrava forças para se mexer. Aquele fato foi entrando em sua mente em câmara lenta, e quando finalmente compreendeu, fez o que qualquer mulher de cidade grande faria. Gritou a plenos pulmões.
 
No que pareceu uma eternidade, ouviu passos acima de si e Arthur apareceu. Ele desceu dois degraus de cada vez, com os olhos sempre alertas se estreitando ao ver o corpo a seus pés. Depois foi a vez de Lua cerrar os olhos e ver o que ele trazia na mão direita: um revólver.
Estava difícil absorver tanta informação de uma só vez. Mas o que mais lhe fixou na mente foi o fato de que gritara e ele viera correndo para salvá-la, pronto para matar um dragão, se preciso fosse.
— O que diabos aconteceu aqui?! — exclamou ele.

— Eu não sei! — respondeu ela, quase gritando.
Arthur se abaixou e tocou a base do pescoço do homem, depois a olhou, balançando a cabeça lentamente. Lua cobriu a boca com uma das mãos para suprimir outro grito. Ele se levantou, guardou a arma na parte de trás da cintura do jeans e tomou-a nos braços.
— Lua, olhe para mim, você está bem?
— C-claro que n-não! — Seus dentes estavam batendo de novo, embora não fosse de frio.
— Pode me dizer por que está aqui ao lado de um cadáver?
— Eu me perdi, depois tropecei nele.
— Ele já estava aqui quando você entrou? Deste jeito?
— Não fui eu quem o colocou aqui!
— Está bem. — Esfregou suas mãos nos braços dela. — Que inferno, um cadáver. Odeio quando isso acontece.
— Meu Deus, e quando será que isso aconteceu? Ontem à noite? Quando eu vi um rosto em cima de mim? E se o cadáver tivesse sido eu?! E se...
— Shhh! — pediu Arthur. Esperou até que ela tomasse um pouco de ar.
— E você tem uma arma. — Apontou ela. — Arthur, por que tem uma arma?
— Que tal primeiro tentar descobrir por que você está com um cadáver aos seus pés?
— Ah, essa é fácil — ela respondeu, abraçando o próprio corpo, sem olhar para baixo. — É porque isto é um sonho e eu vou acordar a qualquer momento.
— Sente-se, Lua. — Empurrou-a gentilmente para que sentasse no último degrau. — Não saia daí. 
 
Foi o que ela fez enquanto Arthur se agachava junto ao corpo, e depois uns cinco metros adiante, os olhos percorrendo todo o cômodo. Ele tirou então um telefone celular do bolso, xingando baixinho quando viu que não havia qualquer sinal de recepção.
— Poderia dizer, por que você tem uma arma, — perguntou Lua enquanto Arthur colocava o celular de volta no bolso. — E por que a segura como se fosse um policial?
— Porque eu sou um policial. — Olhou-a rapidamente. — Pelo menos era até a semana passada, pedi demissão.
Nesse instante, mais passos se aproximaram, e de repente Sophie e Micael estavam na soleira da porta, curiosos com o que estava acontecendo.Sophie assustou-se, Micael arqueou as sobrancelhas, surpreso, e ambos desceram as escadas correndo.
— Oh, meu Deus! — Horrorizada, Siphie deu um grito e levou seu avental de encontro à boca. Micael não disse nada como de costume.
— Vocês conhecem este homem? — Arthur perguntou, a voz firme como a de um policial.
Sophie estava em choque, não conseguia dizer nada. Mocael apenas levantou o olhar, mas não havia nenhuma emoção nele.
— Sim, conhecemos... —A voz soava fria como a neve lá fora.— Esse é Feliper, nosso chefe.
— Ele não desapareceu... está morto! — disse Sophie com voz abafada.
— Dios mio, muerto!. — Uma voz engasgada veio do alto das escadas: Mel, desceu as escadas quase voando. — Mas como?! Ele caiu?!
— Não sabemos — respondeu Arthur.
— O que é isso aqui na camisa dele? — Micael indagou, já se abaixando para examinar o corpo de Felipe, Mais Arthur o deteve a tempo.
— Não toque em nada, é cena do crime! — Advertiu com voz firme.
— Há um buraco na camisa dele. — retrucou Micael, perscrutando-o com o olhar.
— Um assassinato! — exclamou Sophie, a cor se esvaindo de seu rosto. — Meu Deus, nós estamos presos nessa casa com um assassino! — Seus olhos estavam arregalados. — Temos que sair daqui, nós temos que... — E começou a chorar. Mel abraçou-a para consolá-la.
 
— Calma, meu bem — disse, depois se virou para Arthur.
— O que devemos fazer?
— Chamar a polícia — foi a resposta simples.
Mais passos se aproximaram, e então a cabeça de Chay apareceu no vão da porta. Quando viu o grupo lá embaixo, postou-se no alto da escada com um sorriso bem-humorado no rosto.
— Não é necessário se abrigar no subsolo quando há nevascas, isso é para furacões — disse sorrindo.
— Chay — começou Mel com a voz embargada. — Nós encontramos Felipe. Morto!
Ao ouvir isso, Chay desceu os degraus. Vestia o mesmo macacão do dia anterior. Olhou o corpo, depois assobiou.

— Que diabos, o safado está morto mesmo — disse e soltou um palavrão, baixinho.
— O que vamos fazer agora? — perguntou Sophie, ainda chorosa. — Não podemos ficar aqui...
— Podemos, sim. — Arthur interrompeu. Quando todos os rostos se. viraram para ele, completou. — Mas não se mexe em nada.
Quando Arthur deixou a adega, não se surpreendeu em encontrar a casa silenciosa, sem sinal dos funcionários. Todos haviam se espalhado como os flocos de neve caindo do lado de fora. Só esperava que não fossem bons em serem criminosos como eram em desaparecer de vista.
Ao chegar ao saguão, ouviu um murmúrio fraco, que o atraiu até a sala de jantar. Mas ao chegar lá, o salão estava vazio.
— Olá! — chamou, sem resposta.
No entanto, as vozes abafadas ainda estavam lá, mas onde? Atrás da parede? Não havia nenhuma porta ali! A parede parecia ser uma divisória que ia do chão ao teto. Encostou-se a ela, e as vozes se tornaram claras. Eram Micael e Sophie.

— Sophie acalme-se, por favor. Pare de chorar — pedia ele.
— N-não consigo! — A voz estava abafada, como se ela tivesse seu rosto pressionado ao peito de Micael. 
 
Arthur afastou-se e olhou em volta da sala. Onde estariam eles? Deixando a sala de jantar, passou pelo corredor e entrou na cozinha que aparentemente dividia aquela parede com a sala. No entanto, a cozinha também estava vazia, mas mesmo assim ele continuava a ouvir as vozes, vindas da... despensa? Levantou a mão para bater à porta, e avisá-los de sua presença, mas a voz de Micael, baixa e grave, o impediu.
— Ele era cruel com você, Sophie, você morria de medo dele.
— Mas eu jamais desejei que morresse. Meu Deus, Micael, eu não desejo a morte para ninguém!
— Shhh, calma.
— Não quero me acalmar! Isso é sério, muito sério...
— Soh, venha cá — disse Micael numa voz tão carinhosa, que Arthur teve dificuldade em acreditar que aquele brutamonte fosse capaz de tamanha ternura. — Venha cá, meu bem.
Arthur ouviu um farfalhar de roupas, seguido de um suspiro.
— Eu sempre sonhei em abraçar você assim — sussurrou Sophie — Mas nos meus sonhos era porque você queria, e não porque tinha de calar a cozinheira estressada.
— Soh...

— Fique comigo hoje, Mica, por favor! — ela implorou. Eles vão sair a qualquer momento, pensou Arthur. Mas ao levantar sua mão para bater à porta, ouviu Micael perguntar:
— Onde está o hóspede? O policial — Arthur baixou a mão.
— Não sei, mas ele parecia... tenso, não? — disse Sophie.
— Todos os policiais ficam assim quando se deparam com cadáveres.
Um longo silêncio se seguiu, e o desconforto de Arthur aumentou. O que eles sabiam que não estavam dizendo? E o que diriam quando soubessem que ele os estivera ouvindo?
Contrariado, deixou-os e voltou-se na direção da casa para tentar encontrar Mel ou Chay. Só esperava que não estivessem em algum outro armário fazendo amor, por que toda aquela sexualidade espalhada pela casa estava começando a afetá-lo, assim como uma mulher chamada Lua Blanco. Isso estava ficando muito, muito complicado.

Enquanto passava pelo saguão silencioso, procurando sem sucesso por Mel ou Chay, algo chamou a atenção de Arthur.
Pendurada em uma das paredes tal como um quadro, havia uma imensa lâmina de uma antiga serra decorando o ambiente. Nela havia uma belíssima reprodução da casa e das montanhas ao redor, com tamanha riqueza de detalhes, que Arthur poderia jurar que se tratava de uma fotografia. Ficou curioso em saber quem teria colocado a pintura ali, pois não a vira no dia anterior. E por que hoje?
Continuou no corredor, em direção ao som de água corrente, e encontrou Mel esfregando o já imaculado chão do banheiro do saguão.

Tinha uma escova em uma das mãos, um frasco de limpador instantâneo na outra e atacava o azulejo abaixo da pia com tal vontade que parecia estar descontando sua raiva nele.
Arthur reparara anteriormente que Mel não tinha o perfil típico de uma camareira. Mesmo quando estava furiosamente esfregando o chão, mantinha uma sofisticação e elegância inexplicáveis. Mais estranho ainda, vestia agora uma roupa completamente diferente da que vestira mais cedo: jeans pretos tão justíssimos e uma blusa prateada de mangas compridas, com pequenas fendas, revelando seus braços torneados.
— Que fúria, não? — Arthur acenou com a cabeça para o que ela estava fazendo.

Ela gritou de susto, a escova saiu voando de sua mão e ela caiu sentada. Virando-se, colocou uma das mãos no peito e o encarou, respirando rápido como se fosse um beija-flor assustado.
— Talvez você tenha nervos de aço, super-homem — disse ela com voz gelada. — Mas nós não.
— O que quer dizer? — perguntou ele, inclinando-se na soleira da porta, cruzando os braços sobre o peito.
— Que depois da pequena surpresa que tivemos esta manhã, eu precisava manter minhas mãos ocupadas. — Que de fato, tremiam quando alcançou a escova. — Isso não é crime.
— Está com medo, Mel?
 
— Só um idiota não estaria. E se alguém matou Felipe... — Arthur a olhou surpreso. — Isso mesmo, "se". Então só poder ser um de nós ou um de vocês. De qualquer forma, estamos todos presos aqui, o que não é nada animador — disse isso tudo enquanto esfregava o azulejo. — Não é sempre que nos deparamos com cadáveres aqui.

Arthur notou que quanto mais aborrecida ela ficava, mais forte ficava seu sotaque.
— E porque está limpando este banheiro em particular? Os olhos dela se estreitaram ainda mais, e ela se apoiou nos calcanhares, passando o braço pela testa.
— Não é porque é da polícia que tem o direito de perguntar se sou culpada de algo. — Voltou a atenção para a limpeza, mas quando viu que ele ainda estava lá, enfezou-se. — Dios mio, pergunte logo o que quer saber!
— Muito bem. O que esteve fazendo ontem à noite e hoje de manhã?
— Estava dormindo.
— E quando foi a última vez que viu Felipe?
— Ontem, quando ele estava berrando com Sophie, antes de você e Lua chegarem. — Imediatamente seu rosto mudou como se estivesse arrependida do que dissera.
— E por que ele fez isso? O que Sophie estava fazendo? — Arthur insistiu, mas ela deu de ombros.
— Eu não sei — respondeu em voz baixa.
— Está bem. E onde está Chay?
A expressão no rosto de Mwl não mudou de forma perceptível, mas ela se levantou e virou-se de costas para Chay, lavando a escova na pia do banheiro. Arthur esperava que ela não estivesse lavando nenhum tipo de prova do crime.
— Há gente demais nesta casa para o gosto de Chay — informou ela. — Ele deve estar por aí, sozinho.
— Gente demais? São somente você, os outros funcionários e dois hóspedes...
— Mas para Chay, seis já é uma multidão.
— São sete — disse Arthur, e ela piscou rapidamente, sem entender.
— Como?
— São sete pessoas ao todo. Você, Micael, Sophie, Chay, Lua, eu e Felipe.
Mel não disse nada, e Arthur percebeu como os nós dos dedos dela haviam ficado esbranquiçados enquanto segurava a escova.
— Você disse que ele gritou com Sophie. — Tentou de novo. — Ele gritou com você também? — Ela voltou a enxaguar a escova. — Eu estou tentando ajudar — disse, sem alterar a voz.— Fale-me um pouco dele.
— Ele nos contratou. Só ele mantinha contato com o proprietário. Lidava com os hóspedes, fazia as relações públicas e propaganda sobre o local.
— E o que mais? — Ela desligou a torneira e secou as mãos.— O que você não está me dizendo, Mel?
— Que ele era um velho nojento e era odiado por todos nós! — exclamou ela, com as mãos na cintura. — Pronto! Era isso o que queria saber?

— Não, eu quero saber quem o matou. — E deixou-a com seus pensamentos.
 
Arthur encontrou Lua enrolada no sofá, em frente à lareira.
Ela estava escrevendo em seu palm-top enquanto mordia o lábio inferior, lembrando-o de como aqueles lábios eram macios. Era loucura como, só de olhá-la, seu corpo ficava alerta.
Ouvindo-o entrar, ela levantou a cabeça, olhos bem abertos até que o encontrou. Ainda não relaxara muito, mas já não demonstrava tanto medo.

— Olá, você ouviu aquilo agorinha há pouco?
— Ouviu o quê? — perguntou, curioso. Ela pareceu decepcionada.
— Nada, devo estar ouvindo coisas de novo. Queria dizer que também estou vendo coisas, mas sei que há um cadáver lá embaixo.
— Infelizmente é verdade — ele respondeu pesaroso.
Na lareira, a madeira deu um grande estalo, fazendo com que Lua desse um pulo, como se tivesse levado um tiro, derrubando no chão o aparelho digital que estivera usando. Arthur pegou-o e deu uma olhada na tela.
— Está escrevendo um testamento? — perguntou ele. Puxando-o das mãos dele, ela jogou-o em sua bolsa com movimentos bruscos.
— Lua, você não vai morrer.
— Diga isso a Felipe. — Os olhos estavam marejados de novo, as pupilas dilatadas como se fossem duas pérolas negras.
Arthur segurou suas mãos e olhou-a nos olhos.
— Confie em mim, não vou deixar que nada de mal lhe aconteça. Ela olhou para o outro lado e acenou com a cabeça.
— Eu não deixo meu coração confiar em ninguém.
— Não se trata disso, trata-se de vida ou morte.
— Por que você não é mais da polícia? — Lua perguntou de repente.
— E uma longa história — desconversou.
— Ah, sei. E eu estou tão ocupada aqui que não tenho tempo de ouvi-la — provocou. — Vamos lá, conte-me.
Ele respirou fundo e afundou ao lado dela, no sofá.
— Eu trabalhava na divisão de narcóticos. Vi muita coisa.
— Você teve um esgotamento nervoso? — O olhar dela se suavizou quando o encarou.

— Quase. Mas ainda sei como proteger alguém. — Ele enrolou um dos dedos em uma mecha de seus cabelos. — Eu diria a você, se não pudesse mais.
— Então você realmente só diz a verdade?
Ele concordou com a cabeça. Lua o estudou por um bom tempo. E então, se levantou e colocou as mãos nos quadris.
— Pois bem, então responda. Esta saia faz o meu Bumbum ficar grande?
Arthur riu, mas ela continuou séria.

Um teste!, pensou ele, deliciado. Pôs-se de pé também e analisou-a concentrado. Depois levantou um dedo e o girou, ordenando-a a girar também. Ela hesitou por um instante, mas o fez.
— E então? Faz ou não faz?
— Não sei dizer. Preciso sentir mais a situação. — E sem dizer uma palavra, deslizou a mão pelas costas dela e a acomodou em seu traseiro.
— Arthur! — Surpreendeu-se Lua. A respiração acelerou, assim como a dele, e atrás dela, ele esfregou o rosto em seu pescoço enquanto a outra mão se unia à primeira.
Pressionou-se junto a ela, sentindo através da saia o calor vindo de seu corpo. Um pequeno gemido escapou de Lua, enquanto ela arqueava o corpo acomodando-se ao dele.
— Não faz nem um pouco — informou Arthur.

— Ótimo — respondeu ela de olhos fechados.
— Ótimo como em "eu confio em você"? — ele indagou, virando-a de frente para ele.
— Talvez só um pouco.
— Só um pouco?
— Bem, somos praticamente estranhos — ela respondeu. — Não significamos nada um para o outro. Nossas vidas se cruzaram por alguns momentos e é só — continuou, mais para tentar convencer a si mesma do que a ele.
— Por isso então que entramos em ebulição quando nos tocamos? — Arthur perguntou... magoado. — Deus do céu,Lua, se formos até o fim vamos explodir com a casa.
— Mas eu desisti dos homens — sussurrou ela.
— Já parou para pensar se escolhe homens errados de propósito?
Ela riu do absurdo da pergunta. 

Creditos: UR

8 comentários:

  1. porque ela recua sempre?? nem todos os homens são iguais, espero que o Arthur lhe mostre que ela pode confiar e o amar

    By:Carla

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  2. amam enlouquecidamente esta web

    Duda

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  3. quem matou o homem?? super curiosa

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  4. faz comm que ela confie nele e que ele lhe mostre o amor verdadeiro

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  5. +++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

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  6. mistério!! adooooooooooooooooooro
    ass:Sophia

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  7. Kkk rindoo aqui, tentando imaginar o Arthur sendo policial kkk. AVISO VAO ATE OS COMENTARIOS DA WEB "O MAIOR IDIOTA DO MUNDO" A @LuArMyLive1 DEIXOU UM COMENTARIO BEM INTERESANTE ACHO QUE VOCES VAO GOSTAR RESPONDAM ELA, O COMENTARIO MERECE. Bjs @ThurMyBebe1..

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  8. Obaaaaaaaaaaaaaaaa! Muito perfeita essa web! Ela nos envolve de um jeito impressionante!! To completamente viciada nela!!

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