15 de jan de 2013

{FIC} Falsa Lua-de-Mel


25 º e 26º Capitulos

Desejos Atendidos!!!!

Ele a olhava com tamanha afeição e ternura que esqueceu por que estava com raiva. Mesmo pessoas que conhecera a vida inteira jamais a olharam daquela maneira, mas ele sim. Não sabia o que fazer com ele, sentia-se exaurida de suas emoções.
— Vá embora, por favor — quase implorou. Sentia um nó na garganta que pouco ou nada tinha a ver com emoção.
— Você sabe onde me encontrar se precisar de mim — disse ele, já se afastando.
— Não vou precisar — respondeu e virou-se na cama, dando-lhe as costas.
Fechou os olhos, só relaxando quando ouviu a porta se fechar atrás de Arthur.
O sono não veio tão rápido quanto na noite anterior. Ficou deitada por algum tempo, seus músculos doloridos por estar tanto tempo na mesma posição. O fogo crepitava de vez em quando, assim como as paredes estalavam por causa do vento.

Quando o chão de madeira rangeu, Lua sentou-se, alerta. Olhou à sua volta e em cada canto do quarto. Não havia nada. Mesmo assim, não conseguia esquecer o fato de que havia um cadáver naquela casa, e talvez quem o tivesse matado também.
Tentou se acalmar. Mas isso só durou por alguns minutos, pois o chão rangeu mais uma vez. E então, de algum ponto da casa, ouviu um som que não era do chão, porém não conseguiu identificar.
Sem mais poder ficar ali, levantou-se da cama e abriu a porta lentamente. O corredor estava deserto, e ela quase não conseguia ver o caminho até a suíte nupcial onde a salvação estava à sua espera, na forma de um homem alto e maravilhoso.

Desta vez, não precisou pular na cama para chamar por Arthyr, pois ele não estava deitado. Vestindo apenas seu jeans baixo nos quadris como de costume, ele estava em frente à lareira.
Lua ficou ali imóvel por alguns segundos, sua mão ainda na maçaneta. Observou-o, sentindo uma urgência tão forte de tocá-lo que não sabia o que fazer. O que havia de tão especial nele? O corpo era maravilhoso, tinha que reconhecer. As costas largas eram praticamente esculpidas em músculos firmes, terminando naquela cintura fina e naquele traseiro tão lindo que tinha vontade de mordê-lo. Mas agora, não era somente seu corpo que tremia de vê-lo: sentiu algo mais profundo.
Recitou mentalmente seu novo lema: Não entregue seu coração! Mantenha-o trancado, inacessível!
— Você vai entrar ou vai ficar parada aí o resto da noite? — disse Arthur, sem se virar.
Com um suspiro, Lua entrou, sem se surpreender com o fato de que ele parecia ter olhos atrás da cabeça. Aquela aura de quem sabia de tudo o que se passava ao seu redor, com certeza se desenvolvera em seus vários anos de trabalho como policial. Já estava se acostumando com isso.
— O que houve?
— Eu... esqueci de lhe contar uma coisa.
— Certo. — Virou-se para ela, colocando as mãos nos bolsos da calça. O movimento fez com que a calça descesse ainda mais, mostrando a parte mais baixa daquele abdômen que Lua tinha tanta vontade de tocar. — Sou todo ouvidos, princesa.
Lua corrigiu mentalmente: ele não era "todo ouvidos", mas sim todo músculos, mas não iria contrariá-lo naquele momento.
— Venha para perto do fogo — sugeriu ele.
— Não quer ouvir o que me esqueci de contar? — ela perguntou, observando que seria uma péssima idéia se aproximar dele.
— Primeiro quero que você se aqueça.
— Não sei não. Ficar perto de você faz mal à minha saúde mental.
— Mas mesmo assim você está aqui. — Chamou-a com a mão. — Venha para cá.
Seus pés a levaram por vontade própria. Parou a um passo dele e ficou olhando para as chamas, ignorando o olhar que a percorria de cima a baixo.
— Está melhor? — perguntou gentilmente ao ver que ela não parecia tão trêmula.
— Sim.
— O que se esqueceu de me contar?
— Só conto com uma condição.
— E agora você quer algo em troca? — Mais uma vez ele colocou suas mãos nos bolsos e virou de costas para o fogo. O sorriso tinha desaparecido e seus ombros estavam meio arqueados. — O quê?
— Eu quero dormir com você — anunciou ela, depois de respirar fundo. — Gostaria de ficar aqui com você, pois estou com medo de ser a próxima a ser encontrada no chão da adega — desabafou.
Desta vez, foi ele quem respirou fundo.
— Lua, você não precisa barganhar por isso. — A voz era suave.
— E em troca disso, eu vou contar que Sophie disse que eles tiveram um arrombamento semana passada.
— O quê?! — Ele passou de indiferente para alerta num piscar de olhos. — E o que foi roubado?
— Somente o salário do mês da bolsa de Mel.
— Mas isso não faz sentido. Há muitos objetos de valor aqui. Só o dinheiro de Mel? Tem certeza?
— Foi o que Soh disse.
— E o que disse a polícia?
— Eles não acionaram a polícia — esclareceu ela. Arthur deu um suspiro irritado. — Não queriam que o proprietário descobrisse que haviam deixado a porta da frente destrancada.
— Algo mais? — perguntou. Ela balançou a cabeça. — Então só há uma coisa a fazer.
— E o que é?
— Dormir — anunciou ele, suas mãos já nos botões de sua calça jeans.
Notou o brilho que passou pelos olhos de Lua, e aquele brilho dizia: "Meu Deus, ele acha que eu vou dormir com ele", em vez de "Por favor, leve-me para a cama com você". Rindo, ele correu os dedos pelos cabelos e dirigiu-se à cama.
— Creio que vamos precisar de algo mais resistente que um simples lençol para nos manter afastados desta vez. — E com isso pegou a manta que estava dobrada aos pés da cama e encaminhou-se para a poltrona reclinável perto da lareira. — Boa noite, Lua.
Ela o olhou enquanto se sentava e tentava se cobrir com a pequena manta.
— Eu pensei que eu... que nós... — Seu olhar se dirigiu para a cama. — Nada. — Ela se sentou na cama, puxou as cobertas e deslizou para debaixo delas.
Tentando não pensar nela,Arthur virou-se para o outro lado buscando o mínimo de conforto, mas não havia como. Lançou um olhar desolado em direção à cama. Parecendo estar muito mais confortável e aquecida, Lua estava deitada apenas com a cabeça para fora das cobertas macias. Virou-se para o outro lado, mais contrariado ainda por ver que ela havia caído no sono como um bebê enquanto ele ficaria ali sentado, com frio, frustrado e...
— Eu tenho uma proposta melhor — sussurrou ela.
— Não me dei nada bem com sua última proposta, mas diga lá — respondeu ele, virando-se.
— Eu... — Lua respirou fundo. — Eu estou realmente com medo.
— Já lhe disse que não vai lhe acontecer nada de mal — reafirmou ele.
— Eu digo isso a mim mesma a todo instante, mas a verdade é que estou com medo por muitas razões.
— Você passou por muita coisa nestes últimos dias, qualquer um estaria com medo. Com ou sem cadáver por perto.
— Claro, isso faz ser abandonada no altar parecer uma coisa ridícula...
— Não foi ridículo para você...
— Pela terceira vez. Não ouse dizer que isso é "normal" ou que "acontece" — disse ela com firmeza. — A verdade é que há algo de muito errado comigo. Não sei o que é... Talvez seja algo sexual, talvez... eu seja péssima na cama.
Arthur não teve forças para resistir a esse apelo. Levantou-se da poltrona e em duas passadas estava na beirada da cama. Ela o olhava com os olhos brilhando de lágrimas.
—Você acha que poderia... O que eu quero dizer é, você faria...
— Não diga — interrompeu ele, sentindo os joelhos amolecerem.
— ...amor comigo? — pediu ela num sussurro. — Só para ver se eu estou fazendo a coisa certa? Deixe que eu faça tudo, tudo o que quiser, e quero que me critique depois — pediu. —Amanhã de manhã, cada um segue seu rumo.
Arthur viu que ela estava falando sério: ela o queria em sua cama naquela noite, sem promessas para o dia seguinte, a não ser a obrigação de dizer-lhe o que havia de errado com ela. Mas precisava demovê-la daquela idéia absurda.
— Pense bem — continuou Lua. — Uma noite inteira de sexo sem compromisso ou envolvimento emocional. E o que qualquer homem deseja, não?
— Lua, pare. — Conseguiu interrompê-la finalmente. Percebeu no mesmo instante o erro que cometera: na tentativa de consolá-la, havia se aproximado demais e agora estava a centímetros de sua boca, com um joelho já sobre a cama. A única coisa que precisava fazer era se inclinar e beijá-la.
Lua mordeu o lábio inferior, olhando-o esperançosa. De repente jogou as cobertas para o lado, exibindo seu corpo naquela blusa vermelha e saia justíssima.
— Eu sei que você me quer Arthur — disse ela suavemente, e ambos olharam para o volume revelador nos jeans dele, que provava que ela estava certa.
Sim ele a queria muito. Mas não com ela vulnerável e sofrendo daquele jeito. Foi preciso usar todo o autocontrole de que dispunha, mas conseguiu se afastar.
— Eu a desejo muito, Lua, mas não quero assim. Você está triste e sofrendo. Eu não quero que acorde amanhã e se arrependa, principalmente por estar comigo.
Os olhos de Lua brilhavam, refletindo o brilho do fogo na lareira enquanto digeria o que ele dissera.
— E eu pensei que você não era um cavalheiro — disse tristemente. Depois se virou para o outro lado e puxou as cobertas sobre si, desta vez cobrindo a cabeça.
Arthur não conseguiu evitar um suspiro profundo. Estaria ela envergonhada ou sentindo-se rejeitada? Isso ele não poderia suportar.
— Lua?...
— Esqueça! — cortou ela. — A cada segundo que você fica aí, está correndo o risco de ser atacado pela coitadinha da noiva frustrada. Se eu fosse você, sairia correndo.
Arthur cruzou o quarto, voltando para perto do fogo. Não que precisasse se aquecer, pois se sentia febril. Olhou para a cama, para as cobertas onde Lua se escondia sem se mexer. Aparentemente, ela iria se comportar e dormir.
Desejava que também ele conseguisse dormir, mas no estado de excitação em que se encontrava, achava difícil. Sentindo-se exausto de repente, afundou na cadeira, esticou as pernas e jogou a cabeça para trás, fechando os olhos. Sua mente não conseguia se desligar, continuava a remoer os mesmos pensamentos perturbadores: acordá-la e dizer-lhe que tinha mudado de idéia, e...
— Arthur?
Abriu os olhos e viu-a à sua frente.
— Pensei que tinha ido dormir — disse ele. — Vá dormir, amanhã vai se sentir melhor.
— Você quer que eu volte para a cama, mas não vou fazer isso.
Arthur olhou-a sem saber o que fazer e ela sustentou o olhar.
— Por que não?
— Porque eu quero você nela, comigo. Eu preciso de você, Thur, não me faça implorar.
— Você tem certeza do que está me pedindo? — A voz dele agora soava exasperada. Lua aproximou-se e sentou-se em seu colo, com uma perna de cada lado. — Lu, já fomos longe demais sem termos tirado toda a roupa, e eu não quero ter que parar novamente só porque você mudou de idéia.
— Não vamos parar desta vez, e eu não vou mudar de idéia -— respondeu ela, balançando a cabeça.
— Ótimo, porque eu estou maluco por você desde o momento em que entrou por aquela porta. Por favor, não me tente mais — pediu ele, num sorriso fraco.
— Eu preciso de alguém — Lua sussurrou, as mãos tocando-lhe os ombros. — E eu quero que seja você, Arthur, ninguém mais.
Aquele pedido era mais do que jamais pedira ou esperara de alguém. Arthur endireitou-se um pouco mais na poltrona, deslizando as mãos pelo corpo esguio, tomando-lhe o rosto, e inclinando-se para beijá-la.
Ela o brindou com o mais doce dos beijos, e depois se afastou, seus lábios sugando os dele com um pequeno ruído que o excitou ainda mais.

Com um sorriso, ela se levantou e tirou a saia. Ele a olhou maravilhado, lembrando-se de como gostava daquela calcinha preta acetinada, a maneira com que o pequeno tecido mal a cobria, e de como se enrolava em seus quadris. Embora não pudesse ver seu traseiro naquele momento, sabia que a peça havia subido, embrenhando-se entre as nádegas, aumentando-lhe a perfeição das formas.
Lua cruzou os braços à sua frente, segurando a barra da blusa vermelha, e tirou-a por cima da cabeça, ficando apenas de calcinha. Voltou para o colo de Arthur, acomodando um joelho ao lado de cada uma de suas coxas. As mãos dele deslizaram imediatamente para seu lugar favorito: as nádegas macias e arredondadas de Lua. Apertou-as gentilmente e deslizou os dedos para dentro da calcinha, tocando a pele nua antes de deslizar ainda mais para baixo, fazendo Lua ofegar. Ele gemeu, os dedos explorando ainda mais intimidade, encontrando-a úmida, pronta para ele.

— Você gosta disso? — perguntou num murmúrio.
O som que ela emitiu foi um gemido rouco de puro prazer, a coisa mais erótica que ouvira. E ele lentamente introduziu um dedo dentro dela, que aguardava, sequiosa por mais.
— Mais. — Ela suspirava, enquanto movimentava-se suavemente na palma da mão de Arthur. — Oh, por favor, mais...
Ele queria lhe dar mais, e queria fazê-lo a noite inteira. Deslizou os dedos de dentro dela e puxou-a para bem perto, até que aquela área do triângulo de tecido preto tocasse sua ereção, coberta pelo jeans. Os seios generosos de Lua ficaram a centímetros de seus lábios e ele beijou um deles, alcançando um dos mamilos róseos que se intumesceram ao toque de sua língua quente.
Depois de toda aquela provocação e sedução pela qual passara nos últimos dois dias, ele a queria mais do que qualquer coisa. Tomou-lhe o rosto entre as mãos, esperando até que ela o olhasse nos olhos.
— Acho que alguém aqui está vestindo roupas demais.
E dizendo isso, ela se afastou um pouco, inclinando-se para tirar-lhe o jeans. Seus cabelos caíram por sobre o rosto, roçando o tórax e os ombros nus de Arthur, fazendo-o gemer.
— Sem pressa — ironizou ele ao vê-la lutar contra o tecido que parecia ter grudado em sua pele. — Temos a noite inteira.

Finalmente ela conseguiu deslizar as mãos para dentro do jeans libertando-o, suspirando de prazer quando tocou suavemente a maior ereção que Arthur jamais tivera. Ele tentou puxá-la para si, mas ela se esquivou.
— Eu vou fazer tudo, esqueceu? — E acariciou-o de novo.
Se Lua continuasse naquele ritmo, ele não agüentaria por muito tempo. Não querendo que isso acontecesse, levou as mãos dela para as costas e prendeu-as com a sua.
Levantando a cabeça, ela o olhou com seus olhos famintos. Arthur começou a acreditar que ela nem precisava tocá-lo para que se excitasse.
— Oh, Thur, solte-me — pediu, frustrada, enquanto movia seus quadris de encontro àquele membro ereto.
Arthur quase foi ao delírio. Lua gemia, com os braços presos atrás de si, lançando-se contra ele mais uma vez. E de novo, e de novo... Os seios balançavam, tão lindos e sedutores à sua frente.
O triângulo de cetim estava molhado, provocando a mais deliciosa fricção contra seu membro. Em desespero, ele segurou-a pelo quadril, tentando fazer com que ela parasse.
— Não se mexa — implorou. — Por favor, não se mexa!
— Não consigo evitar — respondeu ela, e para provar o que dizia, encostou o corpo ao dele mais uma vez.
Ele a afastou de si de repente, levantou-se e terminou de despir o jeans.
— Fique aí, volto já.
Foi ao banheiro e pegou a cesta de acessórios, que dentre outras coisas, continha uma variedade de preservativos. Ao voltar, pegou o vibrador rosa-neon que ela deixara na cama. Lançou-lhe um sorriso sensual que fez com que o sorriso dela mudasse de suave para... nervoso.
Lua olhou para o vibrador brilhante nas mãos de Arthur; parecia inofensivo até que ele o ligou e o objeto tomou vida. O zumbido encheu o quarto, fazendo com que seu corpo vibrasse também.
— Venha cá, Lu — pediu ele, calmo.
Ela permaneceu onde estava. Ele ainda não a tocara, mas seus mamilos se endureceram, e sentiu que sua feminilidade começara a latejar entre suas pernas. Fitou-o, e ao ver como ele a olhava, intenso e sensual, engoliu seco. Arthur pousou a cesta de acessórios no chão ao lado da poltrona e sentou-se, chamando-a com o dedo.

Desta vez ela foi, e quando chegou bem perto, ele a puxou para cima de seus quadris, as mãos afastando suas coxas, fazendo-a sentar em seu colo como estivera antes.
Abraçou-a num contato de pele contra pele delicioso. Segurando-lhe as pernas afastadas, ele se inclinou, beijando-a no pescoço e depois nos ombros, onde lhe deu uma mordida delicada.
Lua assustou-se quando sentiu que Arthur, com a mão livre, deslizava o vibrador pela parte interna de suas coxas, uma após a outra... e depois no vão úmido entre elas. Sentiu a vibração até a raiz dos cabelos, e colocou sua mão sobre a dele.

— Não muito romântico, não?— perguntou ele, levantando o olhar.
"Não-romântico" era exatamente o que Lua queria, pois conseguiria manter seu coração do lado de fora.
— Não, é que eu... — Sentiu-se enrubescer.
— Ah, você nunca usou um destes antes?
— Só como lanterna — ela admitiu, prendendo a respiração quando o vibrador deslizou mais para cima, zunindo suavemente, formigando em sua pele, fazendo com que seu pulso se acelerasse tanto por excitação como pela trepidação.
— Então prepare-se — disse ele. — Pronta?
— Sim eu... oh... — Gemeu alto quando ele sugou-lhe um mamilo ao mesmo tempo que estimulava seu centro de prazer com a ponta do vibrador. Ela sentiu todo o corpo se retesar, e depois relaxar. O som que saiu de seus lábios era do mais puro prazer, pedindo para que ele continuasse.
Arthur a torturava lentamente, circulando toda a área com a ponta do brinquedo, e depois introduzindo apenas uma pequenina parte dele em sua fenda delicada, para depois deslizá-lo de volta para as coxas entreabertas.
Lua se contorcia, gemendo, arqueando, pedindo por mais. Sentia o coração bater tão forte que podia ouvir o sangue pulsando em seus ouvidos, descendo para o local estimulado em seu ventre. Recebeu mais uma investida do vibrador, idêntica à anterior, acompanhada por um beijo molhado no outro mamilo. Sabia que iria atingir o clímax a qualquer instante, sem fazer esforço algum para isso.
— Thur, eu...
— Sua pele tem um gosto delicioso — disse ele enquanto levantava a cabeça ligeiramente, olhando para os seios intumescidos. — Sabe disso?
Era um comentário sexy, que não esperava resposta e, mesmo que quisesse, Lua não estava em condições de articular nada. Arthur recostou-se para assistir àquele espetáculo que via à sua frente: uma fogosa, gemendo, chamando por seu nome, e sabia exatamente o que ela queria.
— Thur, por favor... — ela disse. Sabia que sua voz soava desesperada, e impaciente, mas não se importava mais.
Arthur respondeu com mais alguns círculos alucinantes do vibrador. Quando viu que ela estava prestes a atingir o orgasmo, interrompeu aquela deliciosa tortura trazendo o objeto em seus próprios lábios e lambeu a ponta úmida.
— Que delícia — disse ele com a voz rouca. Impaciente, Lua tirou o vibrador das mãos dele e jogou-o para longe. Tomou a ereção de Arthur em sua mão, suspirando de prazer ao perceber que também ele era delicado ali, e esfregou a ponta de seu membro em seu ventre, já pronto para recebê-lo.
       
— Quero você dentro de mim, Thur, agora... — sussurrou ela, mordendo-lhe o lóbulo da orelha.
— Meu Deus, Lu, espere... — grunhiu ele, as mãos agarradas àquele quadril redondo.
Mas Lua não quis esperar. Forçou a ponta um pouco mais, sentindo seus músculos se alargarem só com o começo da penetração gloriosa que estava por vir. Balançou os quadris, querendo mais.
Ele gemeu alto e se lançou para ela um pouco mais, fazendo-a arfar de prazer.
— Vamos para a cama, eu quero... — pediu Arthur, já fora de si.
— Não! Quero aqui — ordenou Lua, ofegante. Desejava-o, forte e másculo, dois corpos se tocando com um objetivo em comum. Nenhum envolvimento de seu coração ou de sua alma. Moveu os quadris de novo, correndo as mãos pelo peito úmido de suor. O corpo dele também tremia, quase a ponto de perder o controle.
— Thur, por favor...
Acomodou-se de uma só vez sobre aquele membro pulsante, quase desvanecendo quando sentiu a penetração maravilhosa preenchendo seu corpo.
Fechando os olhos, tomou-lhe a boca num beijo, e prendeu as mãos nas dele no alto da poltrona, de modo que ela poderia erguer-se nos joelhos, quase deixando que ele escapasse de dentro de si, para depois mergulhar de novo.
— É assim que eu quero. — Mostrou-lhe, quando finalmente liberando-o de seu beijo. Arthur assumiu o controle, arqueando-se e investindo seus quadris contra os dela em movimentos de vai-vem.

Lua gritou, mas seu grito foi abafado por um beijo. Ele agarrava suas nádegas, guiando-a para baixo quando se afastava, enquanto a beijava de forma possessiva.
Ambos ofegavam, um de encontro ao outro, pele contra pele, seus corpos suados se conhecendo e se explorando; mãos, dedos e línguas percorrendo músculos trêmulos e retesados pelo esforço de manter o ritmo alucinante. Murmúrios se misturavam com gemidos, buscando a imensa onda de prazer que os levaria juntos a um redemoinho de sensações.

Lua atingiu o orgasmo primeiro. Sentiu-o crescendo dentro de si, tomando conta de seu ser num frenesi incontrolável. E em meio a um caleidoscópio de luzes em sua mente, ouviu Arthur soltar um gemido gutural, quando também ele chegou ao clímax segundos após ela. Ainda tremendo, deixou-se cair por sobre aquele peito molhado de suor, aconchegando-se quando ele a envolveu em seus braços num forte abraço.
Saciado depois de terem feito amor, Arthur observava Lua em seu sono, numa experiência totalmente nova para ele.

Nunca em sua vida tivera a vontade de dormir com alguém, no sentido real da palavra. Dormir era algo muito pessoal, que gostava de fazer sozinho. Mas naquele momento, não tinha sono algum. Só queria abraçá-la e observá-la dormir.
Santo Deus, me transformei num idiota, pensou.

Lua, no entanto, demorou para dormir. Havia se revirado até que ele a segurou, costas e nádegas acomodadas junto ao seu corpo. Bem que gostaria de acordá-la. Sabia, porém, que ela estava cansada, mais por causa do estresse pelo qual passara, então, em vez disso, beijou-lhe o ombro, ouvindo-a ressonar.
Imaginou se ainda estava nevando, se conseguiriam no dia seguinte retirar a neve com pás e chegar até a cidade mais próxima. No instante em que pensava nisso, de alguma parte da casa uma batida suave chegou até seus ouvidos.

Creditos: UR

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