5 de jan de 2013

Uma noiva herdada


Capítulo Dez p.9



— Deus, como ele é grosseiro. Mas não importa. Você e Maria Cláudia ainda podem vir me visitar na Itália.

— Eu adoraria — interrompeu Maria Cláudia. — Infelizmente, devido ao meu tratamento, seria difícil fazê-lo agora. Mas Lua certamente pode visitá-la. — E quando o casal foi embora, Maria Cláudia estabelecera uma data para Lua visitar Kátia em duas semanas. Como Lua ainda se recuperava do choque, não teve perspicácia para recusar.

Com um suspiro exasperado, Lua retirou o avental. Pensar em cancelar a viagem para a Itália era fora de questão, já que agora sua mãe estava determinada a enviá-la.

Lua iria ao banco e depois voltaria para a casa, pensou, se dirigindo para a porta da frente da loja. Mais uma última olhada e ela virou para sair, mas seu caminho até a porta estava impedido.

Ela permaneceu fitando o homem em pé diante dela. Vestido relaxadamente com um suéter e calça jeans e com o perfil aguçado pela sombra das cinco da tarde, ele parecia desarrumado e altamente atraente, e o coração dela revirou no peito.

— Arthur... Eu estava prestes a fechar — ela falou, com o rosto corado.

— Você devia ficar trancada aqui — ele disse com rispidez, lançando uma fúria por seus olhos negros que a estilhaçava. — Por sua causa, Kátia convenceu meu pai a deixá-la cruzar a Europa de avião e voltar. Só descobri hoje cedo e, quando me indispus com ela, ela ficou furiosa comigo. Como foi que você saiu me chamando de mentiroso para minha própria mãe?
— Eu nunca fiz isso — ela murmurou.

— Mentirosa. — Ele a pegou pelo braço e o puxou até os fundos da loja. — Eu tenho sido muito cuidadoso com você. — E virando-a, ele a tomou em seus braços e a beijou com um apetite selvagem, mais por punição do que por paixão, mas mesmo assim em segundos Lua estava fraca sobre suas pernas e com a pulsação acelerada como um trem de alta velocidade.

— Por que fez isso, Lua? Por que negar que era acionista da empresa, fingir que a cortei da herança... Que razão poderia ter? Ou é apenas o seu problema patológico de não gostar de nenhum homem relacionado ao seu pai?

— Mas você nunca me contou! Ou se contou e jamais ouvi. — Ela viu que ele tinha raiva nos olho e uma rispidez que a balançava.

— Falei para você no lago. Eu uni os dois ranchos e Juan gerenciaria o lote, e esperava que conseguisse lucro para todos nós. Perguntei se você concordava e você falou que sim. Que parte não entendeu?

— Lembro que você falou isso. — Ela notou que os olhos dele estavam quase transbordando de raiva e continuou. — Mas jamais assimilei que você estava me incluindo. Quando você falou "nós", pensei que estava se referindo a Kátia, Juan e você. Afinal, quando você me deu o dinheiro no Brasil, disse que era o pagamento final.
— Agora vejo como você pôde pensar assim. Certamente eu dei razão suficiente para pensar coisas péssimas ao meu respeito. O que posso dizer? — Ele abriu as mãos e deu um passo para trás. — Desculpe, Lua. Pedir desculpas para você está se tornando um hábito.

— Posso aprender a gostar disso — ela falou, com um sorriso de alívio que ele compreendeu, passando por cima da raiva.

Arthur se aproximou e analisou a expressão delicada de Lua, com os olhos fixos.

— Você poderia aprender a gostar de mim, Lua? — ele perguntou. — Poderíamos começar de novo? Você poderia pelo menos tentar? — ele terminou, com a voz profundamente tomada de emoção.

A boca de Lua ficou seca e ela podia ouvir seu coração batendo com força quando pensou se ousaria tentar. Depois de três meses sem ele, não tinha alternativa.

— Talvez possa ser convencida — ela respondeu mansamente.

— Ah, Lua. — E Arthur a tomou nos braços e a apertou gentilmente contra seu corpo. E dessa vez, quando sua boca tocou a dela, ela deu boas-vindas a ele.

Lua sentou-se no banco do carona do carro esporte vermelho enquanto Arthur o dirigia no trânsito caótico de Roma. Ela acabara indo para jantar com ele e voltando para seu hotel, em sua última visita à Inglaterra. Pensando sobre isso com um sorriso resplandecente no rosto, ela tocou na coxa rígida e masculina dele, deixando escapar um suspiro de puro contentamento.
Desde aquele encontro na Inglaterra, Arthur ligara para ela todos os dias e Lua contava as horas para embarcar para a casa de Kátia em Roma e encontrá-lo novamente.

Ela chegara na noite anterior e Arthur a encontrara no aeroporto, levando-a para a casa dos pais. Durante uma refeição servida no terraço, a conversa e o vinho fluíram livremente e quando Kátia sugeriu um passeio turístico no centro de Roma no dia seguinte, Arthur interveio:

— Mãe, eu tenho o final de semana livre, que tal eu ser o guia de Lua durante o dia?

E Arthur sugeriu também que podia tirar alguns dias livres na semana seguinte para levar Lua em uma viagem de carro pelo interior italiano.

Creditos: Ronnie

9 comentários:

  1. mtooo boom se entenderam finalmente...

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  2. posta +++++++++++++++++++++++++++++ a web e d+ e o blog tbm

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  3. +++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

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  4. finalmente eles estão se entendendo <3

    Duda

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  5. Posta ++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

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  6. Posta ++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

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