23 de abr de 2013

{FIC} 4ever

Capítulo 10


Arthur começou a se mexer na cama. Abriu os olhos devagar e se levantou rápido.
- AH! - ele gritou com a mão na cabeça.
Acordou com uma puta dor de cabeça e não se lembrava de nada da noite passada. Seu celular, que ainda estava no bolso da calça jeans que ele dormiu, começou a vibrar.
- Alô? - ele atendeu.
- Arthur? Eu te acordei? - Lua perguntou do outro lado da linha com uma voz chorosa.
- Não, eu já estava acordado, fofa. Por que essa voz desanimada? - ele perguntou.
- Vo-você não se lembra?
- Lembrar do quê? AAI! Que dor de cabeça desgraçada!
- A gente bebeu demais ontem, e a gente fez muita merda - Lua disse, desabando em choro. Sophia estava ao lado da amiga, segurando a mão dela.
- Por que você tá chorando? Ah... espera, eu to me lembrando um pouco de ontem...
Arthur de repente ficou mudo. Lembrou-se de tudo que tinha acontecido noite passada.
- Por favor, Arthur! Você precisa me perdoar! - Lua disse, chorando.
Arthur começou a chorar também.
- Eu não acredito, Lua! Como você pode fazer isso comigo?
- Eu... eu tava muito bêbada e com raiva!
Arthur não aguentou ouvir aquilo, desligou na cara dela.
- Ele desligou - Lua disse desanimada.
- Não se preocupa, Luh, o Aguiar te ama! Eu tenho certeza de que vocês vão voltar! - Sophia falou.
- Mas e o meu sentimento de culpa? Sophia, eu traí a pessoa que eu mais amo! Como eu consegui fazer isso? - Lua dizia entre soluços, arranjando forças para terminar as frases.
- Luh, ele foi super grosso ontem com você. E todos nós bebemos demais! Não tínhamos consciência pelos nossos atos! E se o Aguiar não te perdoar, vai ser por ignorância! Duvido que ele consiga alguém que se compare a você.
- Mas é... é que... EU PRESCISO FALAR COM ELE! ELE PRESCISA ME ESCUTAR! - Lua disse, levantando-se da cama e colocando a sandália da festa. Ainda estava com o mini-vestido.
- Você vai lá à casa dele? - Sophia perguntou assustada.
- Vou, é pertinho, vou a pé mesmo - Lua respondeu, saindo do quarto.
- Boa sorte! - Sophia gritou da janela do seu quarto, quando viu Lua andando na rua em direção da casa de Arthur.
Ela fez um sinal de "joinha" com a mão e saiu correndo.


Lua chegou na casa de Arthur com a respiração muito forte. Criou coragem e tocou a campainha. Arthur atendeu, ele estava só de boxers e com uma caixa de leite na mão e com o seu milk mostache. Quando viu que era Lua, ele tentou fechar a porta rapidamente, mas a menina colocou o pé.
- Por favor, eu preciso conversar com você.
- Você não tem nada pra conversar comigo. Se você quiser, eu ligo pro David vir te buscar, eu tenho certeza de que ele vai adorar - Arthur disse irônico. Lua o encarou brava e, sem pensar, deu um tapa na cara de Arthur.
- Ótimo! Você não quer conversar? Beleza! To caindo fora, eu não vou ficar de quatro pra você, não, xuxuh! E eu tenho certeza que o David não iria me tratar assim!
- Ótimo, vai correndo pros braços dele, então! Se ele é tão bom assim, eu não entendo por que você tá perdendo seu tempo com o idiota aqui!
- Arthur, você é muito insensível! - Lua disse chorando.
- Eu sou o insensível? E quem pisa nos sentimentos dos outros é quem? Vai à merda, Lua! Me esquece! - Arthur falou, batendo a porta na cara dela.
Lua saiu correndo chorando. Pegou o celular e ligou para David. Ele era seu amigo, iria ajudá-la numa hora dessas.
- David? - Lua falou, tentando fazer uma voz normal.
- Linda! Que prazer acordar ouvindo sua voz! - ele disse galanteador.
- E... eu te acordei?
- Ah, eu não tava afim de passar o meu sábado na cama mesmo! Mas então, por que ligou?
- David, eu preciso de colo - Lua falou como um bebê.
- OWWWN, QUE FOFO! - David disse com voz de criança. - Meu bebezinho precisa de mim! – Ele riu. - Onde você tá, amor?
- Eu acabei de sair da casa do Arthur, to indo pra sua. Não tem problema, não é?
- Claro que não! Pode vim que eu to te esperando.
- Obrigada, David, você é um amor.
- Não por isso, linda.

Lua chegou na casa de David. Ele abriu a porta, e eles se sentaram no sofá da sala.
- Quer assistir televisão? Comer alguma coisa? - David perguntou, querendo que Lua se sentisse em casa.
- Não, eu só preciso conversar com você - ela disse.
David se aproximou dela e encarou seus olhos.
- Pode falar.
- É que, David... Bem... O que aconteceu ontem à noite...
David a interrompeu:
- Luh, o que aconteceu ontem a noite foi maravilhoso pra mim.
- O QUÊ? NÃO, DAVID, VOCÊ NÃO PODE CONFUNDIR AS COISAS!
- Confundir o quê? Lua, eu te amo!
- Não! Você não me ama! Aquilo só aconteceu por causa do álcool! Você não me ama, eu não quero nada com você e pronto.
- Mas eu te amo! O que você quer que eu faça com esse sentimento? Que eu jogue fora? Eu fico de quatro pra você! Eu gostei de você desde quando eu te vi no pátio do colégio, e, nossa, quando eu entrei na sala e vi você sentada, eu fui às alturas!
- David, isso é errado! Eu gosto do Arthur... - ela disse baixinho.
- E eu gosto de você - ele falou, encarando o chão.
- Por favor, não complica as coisas pra mim! - Ela chorava.
- Por que você não gosta de mim? Eu faço tudo por você! Eu te trato bem, to sempre aí pra te ajudar e tudo mais.
- Não é isso! Eu gosto muito de você. Muito mesmo. Mas o Arthur... ele...
- Tudo bem, Luh, eu acho que já ouvi o suficiente - David disse, levantando-se do sofá com os olhos cheios de lágrimas. - Eu só não entendo... Você não está mais com ele. Por que não pode ficar comigo, se você gosta tanto assim de mim?
- Eu gosto de você. Demais! Mas é só como amigo.
- Eu... - Ele abaixou a cabeça. - Eu entendo.
- Mas, David, eu não quero perder minha amizade com você. Você é muito especial, entende?
- Sim - ele disse com a cabeça ainda baixa.
Lua colocou sua mão no queixo do menino, fazendo-o levantar a cabeça.
- Não fica triste. Por favor, ver você sofrendo por minha causa me machuca ainda mais!
Ele forçou um sorriso.
- Não vou. A gente pode continuar amigos?
- É tudo que eu mais quero - ela disse com um sorriso meigo.
Eles se abraçaram e Lua voltou pra sua casa.


- Filha, acorda! Você tá vinte minutos atrasada! - a mãe de Lua gritou.
- AHN? O QUÊÊÊÊÊ?
Lua levantou correndo e colocou seu uniforme. Foi ao banheiro, lavou seu rosto e desceu correndo, pegando a mochila que estava na escada e saindo correndo de casa. No meio do caminho, um carro parou ao lado.
- Quer carona? - David perguntou, abrindo a porta para Lua entrar.
- Queeeeero! Graças a Deus! - ela disse, entrando no carro.
- Dormiu mais que a cama?
- Nem me fala, e eu nem estudei pra prova de Física.
- Se você quiser, eu te passo a minha cola - ele disse rindo.
- Não precisa, eu confio na minha capacidade. - Ela riu de volta.
Eles chegaram ao pátio do colégio e David abriu a porta para Lua. Arthur observava tudo aquilo de uma mesa que estava sentado com os amigos. Lua e David se aproximaram e os cumprimentaram.
- Achei que você não vinha pra aula, chegou tarde - disse Melanie.
- É, eu acordei atrasada. Ainda bem que eu encontrei o David no caminho - Lua falou, dando um sorriso para David.
Arthur fez uma careta e acabou recebendo um pedala de Micael.
- Bom, eu acho melhor a gente ir pra sala, não quero me atrasar pra prova - disse Sophia, levantando-se.Todos a seguiram.

Depois que as aulas terminaram, Arthur e Micael foram para uma lanchonete ao lado de uma loja que eles queriam ir para comprar os ingressos pro show de uma banda que viria à Inglaterra. Sentaram-se em uma mesa para dois e pediram dois sanduíches.
- O que ele tá fazendo aqui? - Arthur perguntou com raiva, apontando pra uma mesa atrás deles. Nela, estava David com mais alguns amigos.
- O lugar é publico Aguiar - Micael disse. Arthur bufou. - Para logo com isso, perdoe-a logo!
- Não vou! Ela me traiu, Micael! Me traiu com esse individuo aí atrás!
- Ela tava bêbada! E ele forçou!
- Não interessa! Ela me traiu com ele e ainda anda com ele! Você os viu chegando juntos no colégio! Tenho certeza que já se acertaram e devem até estar namorando!
- Tá com ciúmes, gatinho? - Micael perguntou, fazendo voz de gay.
- Fui eu quem escolhi terminar! Por que eu ficaria com ciúmes? - Arthur bufou. - Absurdo.
- Olhaaaaa! Tá com ciúmeeeeeees! - Micael começou a apontar pra ele e rir.
- Chega, Micael! Espero que os dois se explodam juntos!
- Ah, qual é, Arthur! Eu sei que você gosta dela.
- Gostava! Passado! - Arthur o corrigiu.
Eles tinham terminado os seus lanches e estavam saindo da lanchonete.
- Esses caras não tem nada pra fazer mesmo... - Micael disse, apontando para um encontro de motos que estava acontecendo no posto ao lado da lanchonete. - Vamos lá, Arthur? Adoro motos!
- Você sabe que eu não resisto a motos, Micael! - Arthur falou animado.
Os dois foram andando até os motoqueiros.
- Micael! Olha aquela Fat Boy! - Arthur disse, com os olhos brilhando e apontando para uma moto Harley Davidson preta, cheia de acessórios em couro com rebites.
- Esse é o meu sonho de consumo, caro Aguiar! - Micael e Arthur "correram" para ver a moto mais de perto.
- Arthur e Micael , não sabia que vocês vinham nos encontros. - A voz de Dave surpreendeu os meninos. - E, pelo visto, tem bom gosto, essa Fat Boy do Lance é mesmo o máximo.
- Dave - Micael disse desanimado.
- E aí, tudo bem com vocês? - Dave perguntou, olhando diretamente para Arthur, que ainda o encarava bravo.
- Tudo ótimo, ainda mais agora que você me livrou do peso que era a minha namorada - Arthur disse irônico.
- Sabe como é, as mulheres preferem os mais gostosos. Você entende, não é, Arthur? - Dave perguntou com ar de superior.
Arthur ia para cima dele, mas Micael o segurou.
- Pode ir parando aí, Arthur! Eu não vou deixar você fazer nenhuma burrada! - Micael disse, esforçando-se para segurar Arthur, que se rebatia para dar uma surra em Dave.
- Algum problema aí, Dave? - um fortão com jaqueta de couro e uma bandana perguntou pra Dave.
Atrás deste, vinham mais quatro brutamontes, que fuzilavam Arthur com os olhos.
- Tudo tranquilo, Lance, é só um corno mal-comido que está com raiva. Eu acho que eles ainda não aprenderam que não podem com o Dave aqui - ele disse, batendo no seu peito, com ar de superior.
- Se você quiser, a gente mostra pra ele que ninguém pode conosco - um outro falou, aparecendo do nada.
- Não será necessário, Bruce - Dave respondeu.
Micael ainda segurava Arthur, que não se rebatia mais.
- Você me paga, sua Barbie!- Arthur disse. Não conseguia se segurar.
- Pelo quê? Pela sua ex-namorada me preferir? Por ela chorar nos MEUS braços? Por eu ser quem mais ajuda ela quando precisa e por ser na minha casa que ela foi depois de você ter a desprezado? Poupe-me, Aguiar! Fique sabendo que ela nem pensa mais em você! Você é passado! Se é que algum dia foi alguma coisa... Ela já superou, e eu to junto a ela. Otário! E fique sabendo que ela está muito mais feliz comigo!
Arthur não aguentou ouvir aquilo, fazia seu coração doer. Fez de tudo pra se soltar dos braços de Micael e dar um soco na cara de Dave, mas desistiu. Soltou-se e saiu correndo. Micael o seguiu, e Dave e seus amigos ficaram rindo.


Lua tinha arrumado a bagunça da sala e foi tomar um banho, não conseguia parar de pensar em tudo que estava acontecendo. Sua vida estava perfeita, até beber um pouco demais e fazer a burrada que fez. Saiu do banho e colocou a primeira roupa que viu no armário. Ela viu os pais chegando com o carro na garagem e foi secar o cabelo que estava molhando suas costas.
- Filha, chegamos! - disse a mãe de Lua, entrando no quarto e se sentando na cama dela.
- Oi, mãe, como foi a viagem?
- Viagem de trabalho sempre é ruim. Mas eu e seu pai temos uma novidade pra te contar que a gente acha que você vai gostar.
- Uhhh, novidades! Adoro novidades! Cadê o papai? - Ela fingiu que estava feliz para seus pais não descobrirem o que estava acontecendo. Detestava quando seus pais se metiam na vida particular dela.
- To aqui! - disse o pai, entrando no quarto de Lua.
- Conta logo a novidade, gente, to ficando curiosa!
- É que fizemos uma reunião com a empresa e eles falaram que nós teríamos que nos mudar pra continuar com os negócios da família. Por isso, vamos nos mudar pra Nova York depois do Natal. Não é emocionante? - perguntou a mãe animada.
- Emocionante? - A menina estava paralisada.
- É! Eu e sua mãe achamos que você ia adorar morar nos EUA! - disse o pai mais animado ainda.
Lua encarou os dois e começou a chorar desesperada.
- O que foi, filha? Você não gostou da notícia? - perguntou a mãe confusa.
- Se eu gostei? Não, eu não gostei! EU ODIEI! - disse ela, jogando-se em cima da cama.
- Mas por que, filha? Você sempre falava tão bem de Nova York?! - O pai também estava confuso.
- Eu não vou! Eu vou morar na casa das minhas amigas ou sozinha, mas eu não vou!
- Mas é claro que você vai! É dos negócios da família que nós estamos falando, Lua! - disse o pai, aumentando a voz.
- E eu com isso? Eu não saio de Londres! E o cruzeiro no Brasil que eu ia fazer?
- Nós não vamos te deixar aqui! Você precisa ir pra Nova York com a gente! O cruzeiro vai ter que ficar pra depois. Você precisa se acostumar com o ritmo das empresas que você vai controlar daqui a alguns anos!
- Eu não quero empresa nenhuma! Eu quero é que tudo isso se exploda! Eu vou ficar em Londres! E não vou trabalhar com nenhuma empresa, porra!
- Vai, sim, e não adianta discutir!
- Nós somos os seus pais e nós sabemos o que é melhor pra você!
- Não, vocês não sabem! Só pensam no meu futuro financeiro, mas e quanto à minha felicidade? Vocês não pensam em mim! Não pensam se eu quero ou não fazer o que vocês querem que eu faça, só querem que eu faça! Eu não vou me mudar!
- Lua! Você vai se mudar, você é menor de idade e não tem como negar! Quem decide a sua vida até você fazer 18 anos somos nós, seus pais! E chega desse assunto! Vamos nos mudar depois do Natal e você não vai poder fazer nada a respeito!
Lua não queria ouvir mais nada daquilo, pegou um casaco e saiu de casa correndo. A menina não sabia para onde estava indo e nem por que, mas precisava sair daquele lugar. Ela estava desesperada. Como sua vida que estava tão perfeita e de repente foi destruída? Só conseguia pensar em Arthur... Queria abraçá-lo naquele momento. E suas amigas? E os meninos? Como ela iria deixá-los? Ela não conseguia parar de chorar. Afogava-se em suas lágrimas e nem conseguia olhar para frente. De repente, ela virou uma esquina e esbarrou em algum menino qualquer, que foi muito grosso.
- Olha por onde anda, garota! - o menino gritou.
- Desculpe! - disse Lua correndo, sem nem olhar o rosto da criatura.
- Lua? - Chay perguntou, enquanto assistia a menina correndo e chorando. - Luh! Luh, me espera! O que aconteceu?
A menina nem escutava. Chay decidiu segui-la, mas acabou desistindo quando ela dobrou uma esquina e desapareceu.
Lua correu chorando até a casa de Dave. Queria entrar e desabar abraçada no amigo, mas não tinha coragem de contar. Não queria que ninguém soubesse. Só que ela precisava de alguém para abraçar e chorar, e queria Arthur ali para isso. Mas não dava, ela não tinha mais o apoio do namorado. Namorado? Ex-namorado, de agora em diante. Não aguentava a dor que sentia quando pensava naquilo. Ela estava apaixonada demais, aquilo precisava parar, ela se apaixonava mais a cada vez que via o garoto. Mas ele? Não queria mais vê-la de jeito nenhum.
Levantou-se da calçada da casa de Dave e caminhou em direção a sua, ainda chorando.
Quando estava quase chegando, avistou Arthur e Micael andando do outro lado da rua.
- Arthur, aquela menina chorando não é a Lua? - Micael perguntou, observando a menina.
Arthur se virou e a olhou.
- Parece que sim - ele disse baixinho, fitando o chão.
- Ela tá chorando, Arthur.
- E eu com isso?
- Você a ama, dude! E eu tenho certeza que ela tá chorando por sua causa!
- Minha causa?Que nada! Deve ter brigado com o Dave ou alguma coisa parecida - Arthur falou bravo.
- Eu vou falar com ela!
- Não, Micael! - Arthur pegou o braço dele e o impediu.
- Se você não quer, não vai, mas você não pode me impedir de ajudar a minha amiga.
Micael se soltou da mão de Arthur e atravessou a rua.
- Luh! O que aconteceu? - Micael perguntou.
- A pergunta certa seria: O que de ruim NÃO aconteceu? - Lua disse grossa.
- Ah, pequena... você tem que superar isso...
- A minha vida é uma merda! Eu era a pessoa mais feliz do mundo! E, de repente, “PUFT”, minha vida desaba!
Estavam chegando perto da casa de Lua.
- Só porque você e o Aguiar terminaram não significa que é o fim do mundo, Luh!
Lua deixou algumas lágrimas caírem.
- Não é só por isso - ela disse baixinho.
Entrou na sua casa e fechou a porta com força. Micael olhou para os lados a procura de Arthur, mas ele não estava mais por perto. Decidiu voltar para sua casa, tinha que estudar para uma das provas finais.




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